O Flamengo se despede da Libertadores sem conseguir marcar gols contra o Estudiantes e com apenas três chutes na direção ao alvo, nenhum deles dos centroavantes utilizados por Leonardo Jardim. Escolhido como titular no Maracanã, Pedro fechou a fase de mata-mata sem balançar a rede pela quinta vez em sete anos com a camisa rubro-negra.
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As duas vezes em que Pedro marcou gols em jogos eliminatórios foram em 2025 contra o próprio Estudiantes no Rio de Janeiro e em 2022, quando foi um dos principais nomes na campanha invicta de título do Fla. Naquela ocasião, o camisa 9 fez quatro contra o Tolima, quatro contra o Vélez e um contra o Corinthians.
Números de Pedro na Libertadores:
2026 - 2 gols em 10 jogos, sendo três como titular, nenhum no mata-mata (5 jogos)2025 - 2 gols em 10 jogos, sendo cinco como titular, um gol no mata-mata, contra o Estudiantes em casa (5 jogos)2024 - 5 gols em 6 jogos, sendo seis como titular, nenhum no mata-mata (1 jogo)2023 - 3 gols em 6 jogos, sendo cinco como titular, nenhum no mata-mata (nenhum jogo)2022 - 12 gols em 13 jogos, sendo sete como titular, 9 no mata-mata, quatro contra o Tolima, quatro contra o Vélez e um contra o Corinthians (7 jogos)2021 - 2 gols em 10 jogos, sendo dois como titular, nenhum no mata-mata (5 jogos)2020 - 2 gols em 5 jogos, sendo dois como titular, nenhum no mata-mata (1 jogo)
Após a partida, Leonardo Jardim explicou a escolha de Pedro como titular no confronto de volta. O português vinha optando por Bruno Henrique ao longo de praticamente toda a Libertadores, exceto no duelo de volta com o Cruzeiro, quando o camisa 27 ainda não estava 100% recuperado de pancada sofrida na ida.
— Nós acreditamos que teríamos mais bola e o Pedro é um jogador, no jogo posicional, melhor que o Bruno. O Bruno é um jogador do espaço e da transição. No último jogo com o Estudiantes em casa foi o Pedro que fez o gol da vitória. Todos esses fatores juntos nos levaram a tomar essa decisão. Se o Pedro estivesse no banco, e perdêssemos o jogo, a questão era ao contrário - analisou Jardim.
— Temos que justificar com nossas ideias e característica com jogadores. O Pedro fez um bom jogo aqui contra eles, nos deu mais bolas. O BH é um jogador de transição, lá (na ida da semifinal) teve uma dificuldade para segurar a bola na frente, porque o adversário criou em transição. Se fosse agora, eu me decidiria outra vez pelo Pedro porque acho que é quem acrescentava melhor no jogo em casa com a posse de bola - completou.