Por Redação do ge — Belo Horizonte
24/10/2026 03h00 Atualizado 24/10/2026
Everson ou Delfim? Atlético vive fartura com dois goleiros
O retorno de Everson aos treinos traz uma pergunta ao dia a dia do Atlético-MG: o experiente goleiro retomará a posição de titular? O bom desempenho de Gabriel Delfim deixa a vaga aberta? É isso que o ge levanta e traz informações para a resposta que virá nos próximos jogos ou até mesmo no duelo com o Flamengo, na segunda-feira, às 20h (de Brasília), no Maracanã, pelo Brasileiro.
Everson está longe dos gramados desde 1º de setembro - há mais de um mês. Na sexta-feira, o goleiro foi liberado pelo departamento médico e treinou pela primeira vez com bola. Ele está recuperado de uma fratura no pé esquerdo, que o tirou dos últimos dez jogos.
Depois do sacrifício, Everson teve de tratar fratura no pé esquerdo
Experiente, com 36 anos, Everson é um dos líderes do grupo atleticano. É o capitão e referência técnica nos últimos anos. Permaneceu mesmo com o clube passando por uma reformulação e seguiu como nome importante em títulos mineiros, campanhas da Copa do Brasil e da Sul-Americana.
Com a lesão de Everson, a apreensão tomou parte da torcida. Perder o seu principal jogador por um período indeterminado, tendo jogos importantes pela Sul-Americana e Copa do Brasil.
A principal diferença no desempenho entre Everson e Gabriel Delfim reside no volume total de participações, com Everson acumulando 23 jogos e Gabriel Delfim somando 8 partidas, uma diferença que deve ser considerada ao interpretar as estatísticas acumuladas. Em termos absolutos, Everson registra vantagens em Gols Sofridos com 27 e Defesas com 57, enquanto Gabriel Delfim apresenta 8 gols sofridos e 22 defesas, além de registrarem proximidade proporcional em partidas sem sofrer gols, com 6 e 2 vezes respectivamente. Os dados revelam que o volume defensivo acompanha proporcionalmente a quantidade de partidas disputadas por cada atleta no recorte informado.
O garoto Gabriel Delfim era a escolha lógica. Sombra de Everson, está no clube há mais dez anos, sem receber tantas oportunidades. A temporada em que ele havia mais atuado foi ano passado, com cinco partidas (três pelo Mineiro, dois pelo Brasileiro).
O período de Delfim no gol começou com duas derrotas duras para São Paulo e Santos, sendo questionado de certa forma. Depois, encontrou a regularidade e viveu o ápice ao classificar o Galo nos pênaltis diante do Peixe, nas quartas de final da Copa Sul-Americana.
Gabriel Delfim defende três pênaltis e coloca o Galo na semifinal da Copa Sul-Americana
O goleiro passou segurança com defesas importantes e mostrou personalidade no momento de pressão. Cresceu ainda mais com os jogos e termina esse período como um dos grandes destaques do Atlético-MG. Seja para garantir pontos ou vagas no mata-matas.
Fora dos gramados, Delfim sempre deu declarações tranquilas e de respeito ao companheiro lesionado. Sabendo do tamanho de Everson.
— O goleiro precisa de ritmo, né? Conforme joga, vai ganhando confiança, vai ganhando mais tempo e, conforme as oportunidades vão aparecendo, eu vou aproveitando. Vou dando o meu melhor sempre em prol da equipe.
Gabriel Delfim, goleiro do Atlético-MG — Foto: Pedro Souza/Atlético
A comissão técnica parece ter uma decisão. Em coletiva recente, o técnico Eduardo Domínguez evitou cravar quem jogará antes da hora, mas deu indicativos de quem vai ser o titular com os dois à disposição.
— Vamos escolher no momento em que tivermos que escolher. Para que vou apressar uma decisão? Não tenho dúvida, já falei com eles, sabem da importância no grupo, é nosso capitão. Estou feliz com Delfim. O clube, o torcedor e o grupo estão contentes com a aparição dele. No futebol, no dia a dia, não podemos esquecer o que o Everson fez, além de ser nosso capitão. No momento certo, vou tomar a melhor decisão — disse o treinador.