O Comercial-MS acionou a Justiça Desportiva baseando-se no artigo 10 do regulamento da Série B. O clube busca beneficiar a si e ao Sete de Dourados com o acesso.
O presidente do TJD-MS, Marcelo Carriel Honório, negou a liminar para garantir o acesso direto. Ele declarou que definir o formato do campeonato é atribuição da federação.
O julgamento do caso foi marcado para o dia 1 de outubro, às 19h. A sessão terá transmissão ao vivo pelo canal da federação no YouTube.
O Comercial-MS recorreu ao Tribunal de Justiça Desportiva de Mato Grosso do Sul (TJD-MS) para questionar o número de acessos no Campeonato Sul-Mato-Grossense Série B de 2026. O clube defende a ampliação da primeira divisão para 12 equipes em 2027, o que poderia resultar na promoção de quatro times, conforme previsto no regulamento específico da competição.
Após as sete rodadas da Série B de MS, Aquidauanense e Misto-MS garantiram o acesso. Caso a ampliação seja aprovada, Comercial-MS e Sete de Dourados seriam os outros clubes beneficiados, de acordo com a classificação da competição.
O pedido do Comercial-MS tem como base o artigo 10 do regulamento específico da Série B de 2026. O texto prevê o acesso dos dois primeiros colocados e apresenta uma possibilidade de ampliação para quatro clubes caso a Série A passe de 10 para 12 participantes.
O presidente do Comercial-MS, Marlon Brandt, defende a primeira divisão com 12 clubes e conta com o apoio de outros dez times no processo contra a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS).
- Se houver a ampliação de 10 (dez) para 12 (doze) equipes, pendente de estudo jurídico, haverá a ascensão de 4 (quatro) equipes na citada competição - cita o regulamento.
Questionamento sobre a homologação
Em 4 de agosto, o presidente da FFMS, Estevão Petrallás, publicou uma resolução homologando o resultado da Série B e confirmando Aquidauanense e Misto-MS como os clubes que conquistaram o acesso.
O Comercial-MS questiona a ausência de uma decisão formal da Federação sobre a cláusula que prevê quatro acessos em caso de ampliação da Série A. O clube de Campo Grande também aponta inconsistências no documento de homologação, como:
A Série B de 2026 é identificada como 2025.O Aquidauanense aparece com o nome de Aquidauana.O documento registra 24 partidas, enquanto a competição teve 28 jogos.
Clubes envolvidos no questionamento
O Comercial-MS afirma contar com o apoio de outros dez clubes no processo. Vale destacar que o próprio time de Campo Grande e o Sete de Dourados seriam beneficiados se subir quatro times. São eles:
Águia NegraAquidauanenseBataguassuCampo Grande-MSCRAMisto-MSSão Gabriel-MSSete de DouradosTaveirópolisUnião ABC
TJD-MS marca julgamento para outubro
O presidente do TJD-MS, Marcelo Carriel Honório, explicou que o Comercial-MS solicitou uma liminar para tratar da possibilidade de quatro acessos, mas o pedido não foi aceito nos termos apresentados pelo clube.
Segundo Marcelo, o processo foi recebido parcialmente. O tribunal não determinou diretamente a promoção de quatro equipes nem a ampliação da Série A para 12 clubes.
- Foi recebida em parte. Na decisão de apreciação do pedido de liminar, eu não admiti os pedidos de determinar diretamente a subida dos quatro clubes ou de impor uma Série A com 12 equipes, porque entendi naquele momento, em fase de cognição sumária, que definir o formato da competição seria de atribuição da Federação, não da Justiça Desportiva - detalhou Marcelo.
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Honório explicou que o TJD-MS admitiu apenas a análise sobre a existência ou não de uma decisão formal da FFMS a respeito da cláusula do regulamento. O pedido de liminar para reservar as vagas também foi negado.
- O que foi admitido é apenas o exame de se a Federação deixou de decidir formalmente sobre a cláusula. O pedido de liminar para reservar as vagas também foi negado.
Após a decisão, o auditor Heltonn Bruno Gomes Ponciano Bezerra foi sorteado como relator do processo e determinou a realização de diligências.
A sessão está marcada para 1 de outubro, às 19h (de MS), com transmissão ao vivo pelo canal da FFMS no YouTube. O julgamento deverá analisar o questionamento apresentado pelo Comercial-MS sobre a aplicação da cláusula do regulamento.
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