Por Redação do ge — Santos, SP
18/10/2026 18h52 Atualizado 18/10/2026
Fluminense 1 x 2 Santos | melhores momentos | 31ª rodada | Brasileirão 2026
O Santos segue firme e forte em sua campanha como um dos melhores times do segundo turno do Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o Peixe bateu o Fluminense, por 2 a 1, chegou aos 45 pontos e e ganhou força na briga por uma vaga na Conmebol Libertadores do ano que vem.
Para o técnico Cuca, o resultado é a consolidação de um bom trabalho nos últimos meses. O comandante santista classificou o resultado no Maracanã como "supermerecido" e lamentou apenas que Neymar não tenha conseguido balançar a rede naquela que classificou como uma das melhores atuações do camisa 10 na temporada.
Cuca em Fluminense x Santos — Foto: Alexandre Durão
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— Infelizmente saímos atrás no começo do jogo, em uma bola parada. Bate uma instabilidade. Você tem que ter o controle do jogo, tínhamos um time escalado para isso. Mas sair atrás no primeiro ataque bate uma instabilidade, é natural. Aos poucos você busca o equilíbrio. Ele apareceu na metade do primeiro tempo. Acabamos um pouco melhor que o Fluminense. Conversamos no intervalo, explicamos o que poderíamos fazer melhor, agrupar mais, ter o contato de jogadores aproximados, que é nosso estilo.
— Encaixamos o jogo bem, fizemos gols bonitos, boas jogadas. Perdemos muitos gols. No final a gente pode ser castigado por perder tantos gols. Acho que foi uma vitória supermerecida. Vencemos a sexta fora de casa. Não é consecutiva porque, infelizmente, tomamos dois gols nos acréscimos do Atlético — afirmou Cuca ao ser questionado sobre sua análise da partida no Rio de Janeiro.
Everton Cebolinha em Fluminense x Santos — Foto: Alexandre Durão
Para o treinador do Santos, o resultado demonstra a força do Peixe no segundo turno do Brasileirão. Com a vitória diante do Fluminense, a equipe chegou aos 24 pontos no returno depois de 12 rodadas disputadas. O aproveitamento é de 67%, números que credenciam o clube a sonhar com uma vaga na Libertadores.
Questionado sobre a atuação de Neymar, Cuca rasgou elogios ao camisa 10 e lamentou que ele não tenha conseguido marcar um gol ou ter dado uma assistência, ficando no quase em duas jogadas no segundo tempo, uma delas com a finalização parando na trave.
— Neymar estava cansado porque ele correu muito. Não sei os números dele, mas como é bom ver Neymar competindo, baixando linha, encurtando espaços. Da minha estada foi a partida em que mais competiu e jogou bem. Uma pena a bola ter dado na trave e a outra passar por cima. Fez um grande jogo.
Apenas com o Campeonato Brasileiro no calendário até o fim do ano, o Santos agora se prepara para dois jogos seguidos na Vila Belmiro. Na sequência da competição, o Peixe encara o Bahia, dia 24, e depois mede forças diante do rival Palmeiras, no dia 28.
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Sobre a estratégia utilizada no segundo tempo com a entrada de Rony na vaga de Cebolinha— Barreal já fez a lateral para a gente. Ele teve dificuldade no começo de jogo com o Canobbio porque ele estava sobrecarregado com dois, por conta do Samuel Xavier. Eles encaixaram o jogo e corrigimos no intervalo. Cebolinha estava bem no jogo, mas teve caimbra. Buscamos o Rony que sabe fazer a entrada como atacante pelo lado esquerdo. Teve chance. O Fábio fez grande defesa. Ele também contribuiu para a vitória.
Sobre o impacto do quarteto ofensivo formado por Neymar, Coutinho, Gabigol e Cebolinha — Quarteto eu incluiria ainda o Bontempo, que é um meia. O que temos que fazer quando jogamos assim, com um time ofensivo fora de casa, é agrupar. Em alguns momentos em que não agrupa tem dificuldade porque não é característica do time marcar. Mas vai ficar com a bola. É o potencial que eles tem. Temos que tentar unir os melhores jogadores e por em prática. Lógico que requer tempo. Eles tem que se condicionar melhor, conhecer melhor o outro.
— Achei que era boa partida para fazer esse time. Foi bom, o Santos fica bem servido. Depois a gente repõe, como fizemos com Oliva, Rony e Rollheiser. E terminamos com cinco meninos da base. Alencar, Gonzaga, Gustavinho, Bontempo, Diógenes. Isso é importante. Torcer para não ser nada grave com o Veríssimo. Já temos uma lesão um pouco mais grave do Arão. Estamos sem. Estamos fazendo os meninos. O Alencar entrou bem. Ficamos felizes de poder fazer mais um garoto.
Gabigol em Fluminense x Santos — Foto: Alexandre Durão
Sobre o desempenho do Santos como visitante no Brasileirão — Foram seis vitórias fora de casa e um tropeço com o Galo, que perdemos no acréscimo. Marcamos aos 45, tomamou um aos 46 e meio e outro aos 52. Poderíamos ter vencido também. O time encorpou, pegou uma maneira forte de jogar desde o jogo contra o Vasco, que vencemos por 3 a 0. De lá pra frente foram dois clássicos, jogos importantes com Inter, Remo, hoje também. Em casa temos 51% de aproveitamento e temos que dar uma engordada.
— Temos três jogos contra equipes que estão na nossa frente. Fluminense, Bahia e Palmeiras. E cinco jogos com times abaixo. Bragantino, Coritiba, Vitória, Grêmio, Botafogo. Chegar agora faltando sete jogos e falar que não tem risco de rebaixamento, o torcedor fica super aliviado. Porque os últimos anos foram muito difíceis. Vamos tentar galgar algo maior, uma Libertadores para coroar um ano que não foi ideal, mas que está em franca recuperação. Se ano que vem o Santos tiver um ano que está sendo o segundo semestre é tudo que o torcedor quer.
Sobre a atuação individual de Gabigol — Ele é uma referência para os jovens. Um Menino da Vila, apesar de ser um ídolo do Flamengo. Tem o respeito de todos ali na Vila, do torcedor também. É um definidor de jogadas, um goleador. Sai bem da área também. É um jogador inteligente, que tem boa visão de jogo. Temos explorado ele da melhor forma. Que ele não fique de costas, que venha de lado e com força vindo de trás. Ele um jogador muito importante para nós.
O Santos briga pelo G-5 do Campeonato Brasileiro?— Encontramos o caminho de fugir do enrosco nos jogos fora de casa. Vencemos meia dúzia de jogos fora de casa numa sequência absurda, que nem o mais fanático torcedor do Santos acreditava. E ocorreu. A equipe encorpou, pegou confiança. Essa confiança levamos para jogos dentro de casa. Temos feito bons jogos. É ter pé no chão para acabar o ano dessa forma, jogando bem e se Deus quiser ter bons resultados.
Como foi a semana do goleiro Diógenes?— Eu, em 2007 ou 2008, era treinador do Botafogo e tinha o Júlio Cesar no gol. Ele oscilou um pouco em alguns jogos e resolvi trocar. Aí coloquei o Lopes. O Lopes oscilou um pouco também, resolvi por o Max. Resolvi por o Max. O Max oscilou e resolvi colocar um que trouxe do Paraná, que esqueci o nome. Marco Leandro, algo assim. E no fim do ano acabou o Júlio Cesar como titular, que era quem tinha saído. Então, aquele ano aprendi muita coisa.
— No gol você não pode mexer toda hora. Você cria instabilidade geral e não terá confiança em nenhum. O cara vai pensar que se errar vai sair. Importante o goleiro ter um pouco de sorte. Que nas falhas não resulte em gol. Importante passar erros desapercebidos. Dentro do jogo vão acontecer erros. Hoje ele teve mais acertos que erros. Ele é nosso titular e estamos contentes com ele.
Sobre a presença de João Alencar na equipe — O Alencar é um jogador rápido, que eu gosto muito. Se o Lucas tiver lesão, ele que vai abraçar. Trabalhar bem ele, passar confiança. O torcedor também vai passar isso jogando em casa. O Santos tem dois meninos que, no futuro, vão ser a zaga do Santos se não vender. O Alencar e o Ananias. Jogam juntos desde pequeno, jogam na seleção. E eles tem um conhecimento grande. É trabalhar bem esses meninos porque eles tem um futuro grande.