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Jardim analisa vitória do Flamengo e retorno à liderança: "Mandante nos dois tempos"

Por Luiza Sá — Rio de Janeiro 18/10/2026 21h07 Atualizado 18/10/2026 Bahia 0 x 3 Flamengo | Melhores Momentos | 31ª rodada | Campeonato Brasileiro 2026 Leonardo Jardim, técnico do Flamengo, comemorou a vitória do time carioca por 3 a 0 sobre o Bahia neste domingo.

Jardim analisa vitória do Flamengo e retorno à liderança: "Mandante nos dois tempos"
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Por Luiza Sá — Rio de Janeiro

18/10/2026 21h07 Atualizado 18/10/2026

Bahia 0 x 3 Flamengo | Melhores Momentos | 31ª rodada | Campeonato Brasileiro 2026

Leonardo Jardim, técnico do Flamengo, comemorou a vitória do time carioca por 3 a 0 sobre o Bahia neste domingo. O resultado colocou a equipe no topo da tabela, com vantagem de um ponto para o Palmeiras.

+ Atuações do Flamengo: Carrascal e Paquetá são os melhores em vitória sobre o Bahia; dê suas notas

Leonardo Jardim em Bahia x Flamengo — Foto: Gilvan Souza / Flamengo

— Num clube como o Flamengo precisamos de vitórias. É um clube que está habituado a ganhar e joga para vencer todos os jogos independente do resultado dos adversários. Na primeira parte nos faltou eficácia. Poderia ter sido um resultado melhor se fôssemos para o intervalo com mais eficácia. Hoje o Flamengo foi mandante nos dois tempos.

Jorginho abriu o placar para o Flamengo em cobrança de pênalti. O segundo gol chegou com Plata depois de um belo cruzamento de Lino. Paquetá fechou a conta com um golaço.

— São soluções e dinâmicas que a equipe tem. O Carrascal tem feito uma boa campanha. Hoje jogou por dentro. Botamos o Paquetá e ele acabou por fazer um gol. Quando tudo corre bem, toda a gente fica com sorriso na cara e feliz - disse Jardim.

O resultado coloca o Flamengo de volta ao topo da tabela, com 67 pontos. O Palmeiras está um ponto atrás, com 66. Na próxima rodada, o time carioca enfrenta o Atlético-MG no dia 26 de outubro. Antes, nesta quinta-feira, joga a volta da Libertadores com o Estudiantes.

Finalizações e trocas no time

— Os treinadores não treinam eficácia, treinam situações de gol, como chegar lá para criar situações. Depois os jogadores que vão executar no momento. Essa parte quero deixar claro que treinadores não treinam eficácia. Em relação ao jogo da Libertadores, não criamos as situações. Por mérito nosso, do adversário, como defendeu. Há estratégias e razões físicas. Quando tomo decisões de vai jogar esse, aquele... é uma equipe competitiva. Um jogador como Paquetá pode jogar no cansaço do Erick (Pulgar), poderia jogar no cansaço do Lino, do Carrascal, em várias posições. Entrou no jogo, fez um gol. Outros jogam hoje, jogam amanhã. Não vale jogar com jogadores cansados ou em 50%. Nós temos o elenco que temos e temos opções para todas as posições.

— Todo mundo sabe que nossos jogadores são importante e é bom que estejam disponíveis. Somos só 11, por isso ainda hoje o Alex não conseguia jogar e o Royal jogou e não sentimos dificuldades. Essa polivalência e essa capacidade de superar aqueles que não estão que fazem do Flamengo uma equipe forte. Por isso trato todos muito bem.

— Todo mundo sabe que nossos jogadores são importante e é bom que estejam disponíveis. Somos só 11, por isso ainda hoje o Alex não conseguia jogar e o Royal jogou e não sentimos dificuldades. Essa polivalência e essa capacidade de superar aqueles que não estão que fazem do Flamengo uma equipe forte. Por isso trato todos muito bem.

Quem retorna para a Libertadores?

— Gostaria de responder (quem tem condições), mas não sei. Vamos ver Ayrton, Arrascaeta... Evertton Araújo penso que não vai estar. Vinha com o grupo, mas não está outra vez. O Danilo está fora.

— Os erros só acontecem aos que estão em campo. Tivemos um passe errado, não queremos que aconteça. São processos inerentes ao que é nosso método de jogo, mas queremos ser mais eficazes nesse tipo de situação e errar menos. Nossa linha defensiva não sofreu gols e está de parabéns. O Bahia costuma marcar em casa e hoje saímos invictos no aspecto defensivo.

Evolução e aproveitamento do Freitas

— Com certeza pode ser importante. Já está sendo. Pela dinâmica, pela intensidade que imprime. Dá uma dinâmica e uma agressividade muito grande no meio-campo ofensivo. Tem aproveitado a ausência do Arrascaeta bem. O Valência tem tido mais dificuldade porque pela direita tem o Carrascal, Plata e estamos a poucos jogos do fim e não podemos fazer muitas experiências. Mas são dois jovens que podem jogar e vão dar muitos frutos ao torcedor do Flamengo.

Sobre erros do Flamengo no primeiro tempo. É mais erro do jogador ou é possível treinar?

— É possível corrigir, mas da forma que jogamos vai acontecer sempre. Não são máquinas. Hoje, por exemplo, o passe do Lino para trás sem ver é mais uma decisão do que da estratégia. O outro também foi uma questão de decisão. Mas não quero que minha equipe deixe de jogar. Se começamos a dar chutão para frente, também vamos ter erros e vai descaracterizar o que são nossas ideias e o perfil dos jogadores. Não podemos querer imitar os outros. Vamos tentar falhar menos, mas quero que o time jogue.

Já testou Lino, Paquetá e Carrascal de 10. O que cada um entrega de diferente?

— Várias coisas. O Lino é mais dinâmico, preenche mais a área. O Carrascal talvez seja o melhor a buscar o jogo por dentro e conseguir arrancar. O Paquetá e o que preenche melhor os espaços e entra bem na área e finaliza. Tudo isto faz parte das nossas necessidades. E também precisamos entender que o momento dos jogadores é importante. É isso que eu pretendo.