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Carpini explica Jajá no banco e cita evolução do Remo: “Desaprendeu a perder”

19/10/2026 11h23 Atualizado 19/10/2026 Remo 1 X 1 Bragantino | Melhores momentos | 31ª rodada | Brasileirão 2026 O Remo bem que tentou e os números de chances de gols ilustram: foram 25 finalizações contra 16 do adversário, mas o time não passou do empate por 1 a 1…

Carpini explica Jajá no banco e cita evolução do Remo: “Desaprendeu a perder”
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19/10/2026 11h23 Atualizado 19/10/2026

Remo 1 X 1 Bragantino | Melhores momentos | 31ª rodada | Brasileirão 2026

O Remo bem que tentou e os números de chances de gols ilustram: foram 25 finalizações contra 16 do adversário, mas o time não passou do empate por 1 a 1 com o Bragantino na noite deste domingo, dia 18, jogando em casa. O resultado ampliou o jejum de vitórias do Leão na Série A para 11 partidas e manteve a equipe afundada na zona de rebaixamento. A falta de pontaria na hora de definir as jogadas foi o principal lamento do técnico Thiago Carpini após o confronto.

– A minha função é cada vez dar mais informação para os atletas, organizar o jogo coletivo, facilitar o jogo para eles. Agora, nós tivemos 13 chutes bloqueados, foram 25 finalizações na partida contra 16 do adversário. No último lance, o zagueiro tirou uma bola de carrinho de dentro do gol. No último lance da partida, a bola saiu pelo lado, desviou no zagueiro. A cabeçada do Marlon, o zagueiro tirou de dentro do gol, que já tinha vencido o Thiago Volpi. Uma cabeçada do Eduardo sozinho, uma especialidade dele. Não estou dizendo que isso é culpa do Eduardo, mas a minha função é criar essas alternativas. Dentro disso, o refino é, claro, individual. O atleta se cobra para que ele possa melhorar isso, ainda mais nesse nível de Série A. Porque é exatamente o que foi o primeiro tempo. Perdemos um gol com o Galeano. Na transição, tomamos o gol do Lucas Barbosa. Então, essa competição não te permite errar dessa maneira. Precisamos ter esse refino, esse capricho final.

Thiago Carpini estreou pelo Remo contra o Santos — Foto: Samara Miranda / Ascom Remo

O gol sofrido logo aos nove minutos do primeiro tempo abalou o lado emocional de um elenco que não sabe o que é vencer desde julho, quando bateu o Vitória. Porém, apesar de a sequência incômoda continuar, Carpini preferiu destacar a evolução coletiva da equipe, que engatou o seu terceiro empate consecutivo no campeonato (vindo de igualdades contra Grêmio e Vasco).

– Sentimos [o gol] porque tem um aspecto emocional nisso tudo. Mas a força que nós tivemos do intervalo do jogo para o segundo tempo, para estabilizar de novo, centralizar as ideias, organizar de novo a equipe e ser superior ao adversário, como nós fomos no segundo tempo, e ter a quantidade de finalizações que nós tivemos, isso mostra também uma evolução mental desses atletas. Eu prefiro valorizar não só o recorte ruim do jogo, mas o jogo todo. Nós fomos, talvez estivemos mais próximos da vitória, essa é a minha opinião, até pela quantidade de finalizações, pelos dois, três últimos lances que eles tiraram de dentro do gol. Claro que teve uma grande defesa do Ivan também, natural, a gente se expôs um pouco mais, mas eu prefiro fazer um recorte Grêmio, Vasco e Bragantino. Um recorte um pouco maior de três jogos. A gente desaprendeu a perder, agora precisamos encontrar o caminho da vitória e parar de dar gol para o adversário, porque tanto neste jogo como no Grêmio não foi jogada trabalhada do adversário, foi mais o aspecto defensivo nosso.

A reação azulina na etapa final passou diretamente pelos pés do atacante Jajá, que entrou logo após o intervalo e marcou aos nove minutos. Fora do time titular desde 14 de setembro, quando sofreu uma lesão contra o Bahia, o jogador teve a sua permanência no banco de reservas explicada pelo comandante.

– Em relação ao Jajá, eu não posso falar da parte clínica, eu posso falar da parte física. A parte física, ele vem evoluindo gradativamente, ele ainda não reuniria condições para iniciar a partida. Eu acho que seria muito irresponsável da nossa parte, já que é um jogador que tem uma capacidade de drible diferente, uma característica que nós não temos no elenco, e nós ainda temos muitos jogos pela frente. Se fosse o nosso último jogo aqui, a derradeira, sem dúvida eu arriscaria, mas eu não posso me dar o luxo de perder um jogador como ele, e esses jogadores ficarem batendo e voltando no DM. Então, não é inteligente da nossa parte. As cargas são controladas, sabemos o que estamos fazendo no dia a dia. A cada jogo ele reúne mais condições. Talvez no jogo do Cruzeiro seja jogo para ele iniciar, depende do que a gente desenhar para essa partida. Mas esse feedback também eu preciso ter uma conversa com o atleta, é importante ouvi-lo, e ele se sentir seguro para iniciar.

O elenco do Remo folga nesta segunda-feira, 19, e se reapresenta na terça-feira, 20, para iniciar os treinamentos. Sem tempo a perder, a equipe volta a campo já nesta sexta-feira, 23, contra o Cruzeiro, às 20h, no Mineirão, em duelo válido pela 32ª rodada da Série A.