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Agência de Fair Play financeiro adverte Sport e estipula prazo para Náutico evitar transfer ban

19/10/2026 14h34 Atualizado 19/10/2026 Presidente do Náutico fala sobre protesto dos jogadores por salários atrasados A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) publicou decisões sobre o cumprimento do requisito de solvência financeira de 11 clubes da Série B.

Agência de Fair Play financeiro adverte Sport e estipula prazo para Náutico evitar transfer ban
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19/10/2026 14h34 Atualizado 19/10/2026

Presidente do Náutico fala sobre protesto dos jogadores por salários atrasados

A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) publicou decisões sobre o cumprimento do requisito de solvência financeira de 11 clubes da Série B. Sport e Náutico receberam advertências públicas por pagamentos em atraso, mas o Timbu ficou sujeito a sanções mais severas caso não cumpra as determinações da entidade.

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O Náutico tem 45 dias, contados da notificação da decisão (8 de outubro) para comprovar a regularização de dívidas com Fluminense, Criciúma, Botafogo e Cruzeiro. Caso não cumpra a determinação, poderá sofrer um transfer ban, com bloqueio total do registro e da inscrição de atletas.

O clube também precisa comprovar, em dez dias úteis a partir da notificação, a regularização integral dos débitos com atletas e integrantes da comissão técnica, sob pena de cobrança de multa de R$ 50 mil.

Já o Sport recebeu advertência pública e deverá regularizar pendências financeiras até 30 de novembro. A decisão não estabeleceu, nesse processo, transfer ban ou multa pecuniária para o Rubro-Negro.

As decisões foram tomadas em primeira instância, a partir da janela de verificação de 31 de julho de 2026, que considerou a situação financeira dos clubes até 30 de junho. O julgamento do processo do Náutico ocorreu em 2 de outubro, enquanto o do Sport foi realizado em 14 de outubro.

A ANRESF é o órgão regulador independente e de fair play financeiro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), criado para fiscalizar e garantir a solvência e a transparência econômica dos clubes das Séries A, B e C.

Sede da CBF — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

O Náutico declarou atrasos com outros clubes, atletas, funcionários e autoridades públicas. Na análise, corrigiu um erro na declaração inicial e comprovou pagamentos de direitos de imagem, mas não regularizou todas as pendências.

O Timbu tem de comprovar o pagamento das dívidas de 2026 com Fluminense, Criciúma, Botafogo e Cruzeiro. Caso não cumpra o prazo de 45 dias a partir da notificação, poderá sofrer transfer ban.

O clube também precisa regularizar débitos com atletas e comissão técnica em dez dias úteis, sob pena de cobrança de multa de R$ 50 mil. As dívidas anteriores a 2026 devem ser regularizadas até 30 de novembro.

Sede do Clube Náutico Capibaribe — Foto: Náutico/Divulgação

O Sport recebeu advertência pública por atrasos com outros clubes, atletas, funcionários e autoridades públicas. A ANRESF revisou os valores declarados, excluindo cobranças duplicadas, obrigações que não estavam vencidas e débitos pagos antes da data de corte.

Embora tenha considerado pagamentos e regularizações tributárias posteriores, a agência manteve a infração referente à situação de 30 de junho.

O Rubro-Negro deverá regularizar dívidas anteriores a 2026 e débitos de FGTS, IPTU e ISS de 2026 até 30 de novembro. Também precisará comprovar que os parcelamentos e as transações tributárias estão em dia. A decisão reconheceu reincidência, mas considerou a cooperação e as medidas corretivas do clube como fatores favoráveis.

Sede social da Ilha do Retiro passa por reformas — Foto: Laura Lay/Sport Club do Recife.

As dívidas anteriores a 2026 estão sujeitas a um período de transição até 30 de novembro, durante o qual a sanção prevista é a advertência. Já as obrigações assumidas a partir de janeiro de 2026 estão sujeitas desde já às punições previstas no regulamento.

Segundo a ANRESF, oito clubes da Série B declararam R$ 3,6 milhões em dívidas de 2026 com outros clubes brasileiros por contratações de atletas. Após as notificações, R$ 1 milhão foi pago, mas R$ 2,6 milhões continuavam em aberto.

O descumprimento das determinações poderá resultar em novas infrações e sanções mais severas.