O Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica de Conjunto se aproxima, e as atletas amazonenses intensificam a preparação para a disputa nacional, marcada para os dias 25 a 29 de novembro, em Belém (PA). Com a competição sendo realizada na Região Norte, a equipe do Amazonas terá a oportunidade de representar o estado em um torneio de alto nível relativamente perto de casa.
Na Vila Olímpica de Manaus, as ginastas conciliam experiência e juventude em busca de um objetivo em comum, subir ao pódio.
A preparação envolve horas de treinamento, aperfeiçoamento dos movimentos e ajustes nas coreografias para garantir a sincronia necessária nas apresentações.
Entre as atletas está Maria Cecília, de apenas 10 anos, que fará sua primeira viagem para competir fora do Amazonas.
Apesar da ansiedade pela estreia em uma competição nacional longe de casa, a jovem encontra no trabalho coletivo uma forma de aliviar a pressão.
— Treino das três da tarde até às sete da noite. Eu tenho muita noção porque a gente consegue ver na TV. Pelo menos, não sou só eu, é todo o clube, e eu já me sinto um pouco mais leve, contou.
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Se para Maria Cecília o Brasileiro representa uma experiência inédita, para Ashley Braga, de 18 anos, a competição também pode significar um passo importante na busca por um sonho.
A atleta conquistou medalha no Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica Adulto, disputado em maio, em Natal (RN), e agora pretende aproveitar a oportunidade em Belém para mostrar seu potencial e chamar a atenção da comissão técnica da Seleção Brasileira.
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Além da busca por bons resultados, o conjunto amazonense prepara uma apresentação que valoriza a cultura regional. A equipe levará para o tablado uma coreografia inspirada na toada O Baiá, do Boi Garantido, unindo a ginástica rítmica à identidade cultural do Amazonas.
— Esse campeonato vai ser uma oportunidade de a Seleção me assistir, me ver e, quem sabe, conseguir uma vaga nos treinamentos. Meu sonho continua sendo entrar na Seleção, e esse campeonato vai ser uma oportunidade, principalmente no conjunto, que é uma das coisas de que eu mais gosto, destacou Ashley.
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Na ginástica rítmica de conjunto, a execução individual está diretamente ligada ao desempenho coletivo.
A sincronia entre as atletas, a precisão dos movimentos e a harmonia da apresentação são fundamentais para alcançar boas notas. Por isso, a preparação também exige concentração e responsabilidade de cada integrante, como ressalta Maria Alice.
— É bastante coisa acontecendo ao mesmo tempo, mas a gente tem que ter a responsabilidade de saber que não estamos sozinhas na coreografia. Se uma erra, todas erram. Se todas acertam, perfeito, maravilha, medalha para a gente. Sabemos que temos chances. É fazer o que a gente sabe, que é medalha na certa, afirmou.
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À frente da equipe, a treinadora Larissa Monteiro avalia que o grupo tem potencial para conquistar bons resultados no Brasileiro, mas destaca que ainda há detalhes a serem ajustados até a competição.
A comissão técnica trabalha para aprimorar a execução das coreografias e preparar as atletas para enfrentar adversárias de diferentes estados em condições de igualdade.
— Eu espero que a gente traga alguma medalha. Estamos com um grupo forte, temos boas meninas, e o pré-infantil está bem forte. A gente sabe o quanto precisa melhorar. Vamos trabalhar para estarmos bem no Brasileiro, para que possamos competir de igual para igual e trazer uma medalha, projetou.