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Brasil é azarão na final por equipes, mas pode crescer e chegar ao pódio do Mundial de ginástica; entenda

Por Marcos Guerra — São Paulo 21/10/2026 06h00 Atualizado 21/10/2026 Rebeca Andrade lidera salto e Brasil vai à final do Mundial de Ginástica Artística na Holanda O Brasil pode garantir antecipadamente a classificação para as Olimpíadas de Los Angeles 2028 na ginástica artística.

Brasil é azarão na final por equipes, mas pode crescer e chegar ao pódio do Mundial de ginástica; entenda
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Por Marcos Guerra — São Paulo

21/10/2026 06h00 Atualizado 21/10/2026

Rebeca Andrade lidera salto e Brasil vai à final do Mundial de Ginástica Artística na Holanda

O Brasil pode garantir antecipadamente a classificação para as Olimpíadas de Los Angeles 2028 na ginástica artística. Nesta quarta-feira, às 14h30 (de Brasília), a equipe feminina do Brasil vai ser liderada por Rebeca Andrade e Flávia Saraiva na final do Mundial de Roterdã. Vice-campeão mundial em 2023 e bronze nos Jogos de Paris 2024, o time verde-amarelo arrancou a última vaga para a decisão e é azarão na Holanda. No entanto, há margem para crescer até o pódio e até a consequente vaga olímpica.

Os canais sportv transmitem ao vivo as finais do Mundial de ginástica artística a partir desta terça-feira.

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Sophia Weisberg, Lorrane Oliveira, Gabriela Bouças, Thais Fidelis, Rebeca Andrade e Flávia Saraiva — Foto: MeloGym/CBG

Na classificatória, a equipe do Brasil foi a oitava colocada, com 159,131 pontos. A Rússia fechou o top-3, com 163,662 pontos. São pouco mais de quatro pontos, uma diferença grande, mas que pode ser encurtada em um dia perfeito. É que na final não há notas de descarte como na classificatória, e quedas acabam tendo peso muito maior. Passar sem quedas é a chave para escalar no ranking. Foi assim, sendo a única equipe a não ter quedas, que o Canadá foi de oitavo lugar ao bronze no Mundial de 2022, selando vaga antecipada para Paris 2024.

Além de Rebeca e Flávia, o Brasil vai contar com Lorrane Oliveira, Thais Fidelis e Sophia Weisberg. O técnico Francisco Porath não promoveu grandes mudanças em relação à classificatória, uma vez que o foco do Brasil é conquistar a vaga durante o Mundial de 2027, em Chengdu, onde mais nove postos vão estar em jogo. O planejamento é de evolução gradual, sem pular etapas.

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Rebeca Andrade no Mundial de ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG

Assim, o Brasil vai começar no solo. Neste aparelho, Flavinha teve algumas falhas de execução na classificatória e pode crescer mais de meio ponto se acertar tudo nesta quarta. Ela tem 13,433 pontos como melhor nota de solo neste ano, bem maior que os 12,866 da segunda-feira. Lorrane e Thais também se apresentam no aparelho.

Flávia Saraiva no Mundial de ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG

O salto é o aparelho em que o Brasil tem mais margem para crescimento. Na classificatória, Sophia sofreu uma queda no Yurchenko com dupla pirueta (DTY), o mesmo salto que Rebeca cravou. Flavinha simplificou seu salto e pode voltar a apresentar o DTY. Com três séries corretas, a equipe verde-amarela pode crescer quase dois pontos.

Sophia Weisberg no Mundial de ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG

Nas barras, Thais vai abrir e pode ganhar alguns décimos se melhorar a execução da parte final da série. Flavinha precisa melhorar apenas a saída do aparelho para chegar aos 13,733 da Copa do Mundo de Szombathely. Assim, o Brasil pode melhorar cerca de 0,8 pontos. Lorrane completa a escalação.

Na trave, o Brasil foi quase perfeito na classificatória, não fosse por uma queda de Rebeca Andrade. Se a medalhista acertar a série, a equipe brasileira pode crescer mais um ponto. Flavinha e Thais precisam repetir as boas séries da classificatória.

Thais Fidelis no Mundial de ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG

No total, em um dia perfeito, o Brasil tem margem para subir cerca de 4,5 pontos no ranking e brigar por um posto no pódio. É algo muito raro e talvez não esteja nos planos da equipe neste momento, mas não é impossível.

Lorrane Oliveira no Mundial de ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG