Por Redação do ge — Salvador
29/10/2026 01h01 Atualizado 29/10/2026
Bahia 3 x 2 São Paulo | Melhores momentos | 33ª rodada | Brasileirão 2026
O Bahia de Rogério Ceni deu passo importante em busca de classificação para a próxima Libertadores ao vencer o São Paulo, nesta quarta-feira, por 3 a 2. O Tricolor baiano abriu dois gols com Rodrigo Nestor e Erick Pulga, mas Lucas e Bobadilla deixaram tudo igual, ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, Marcos Victor balançou a rede para garantir o resultado positivo [assista aos melhores momentos no vídeo acima].
Bahia 3 x 2 São Paulo | Gols | 33ª rodada | Brasileirão 2026
O Bahia chegou a 53 pontos, subiu para a sexta colocação e se manteve perto do G-5. Em entrevista coletiva depois do jogo, Ceni lamentou a queda de desempenho do time baiano, mas ressaltou a recuperação final para vencer a partida.
- Jogar contra o São Paulo nunca vai ser fácil. No começo do jogo a gente foi muito bem, bola no pé, construção, fizemos dois gols e poderíamos ter feito o terceiro. Depois começamos a jogar só em transição e começamos a cansar, a gente começou a não conseguir mais recompor o time. Sofremos dois gols. É inaceitável fazer um começo tão bom e ceder dois gols. No segundo tempo mudamos a característica do jogo, ficamos mais com a bola, Everton mudou isso. Nós conversamos no intervalo, começamos mal no segundo tempo, mas mudamos e conseguimos voltar a ter o controle do jogo. Tivemos que arriscar com mudanças mais técnicas e retomamos o controle do jogo.
Rogério Ceni em entrevista coletiva depois de Bahia x São Paulo — Foto: Letícia Martins/EC Bahia
Essas mudanças foram as entradas de Erick, Everton Ribeiro e Ademir aos dez minutos do segundo tempo nos lugares de Acevedo, Jean Lucas e Erick Pulga. O treinador chegou a afirmar que Everton está mais perto de voltar a ser titular.
- Participação não só dele [Everton], mas as três trocas foram fundamentais para a mudança da característica do jogo. Claro que com o Everton você ganha mais qualidade, com ele em campo você tem mais a bola. Nossa característica é usar um primeiro volante e complementar com jogadores mais físicos quando é o Caio, e mais técnicos quando é o Acevedo. Nestor vem desempenhando bem nos últimos jogos, mas o Everton mostra que está cada dia mais pronto para mais minutos e até para começar um jogo.
Ademir em Bahia x São Paulo — Foto: Márcio José/AGIF
Assim como havia acontecido depois do empate do último sábado, contra o Santos, Rogério Ceni falou sobre o comportamento de Neymar e disse que o atacante não ofendeu o Bahia. O treinador também opinou sobre homenagens de Marcos Victor e Erick Pulga ao atleta santista.
- Eu não entendo muito dessa coisa de rede social, confesso para você. Eu vejo notícia, vejo vocês falando, rede social eu não manjo muito. Eu não vi nada que Neymar possa ter falado durante o jogo ofendendo o Bahia. Na leitura labial deixa a que ele tenha falado. Vocês jogam um baba, né!? O que acontece no campo é no campo. E a maturidade do Nestor está aí, ele recebeu provocação e reverteu contra o outro jogador. Eu não acredito que Neymar queira ofender o Bahia, não tem motivo para isso. A grandeza do Bahia não se discute. O exemplo de vencedor do Nestor foi no jogo mental. Neymar saiu e Nestor ficou no jogo. Então eu não vejo como uma ofensa, é do jogo. Não vejo como desrespeito e acho que o grande trunfo do Nestor foi tirar ele e continuar em campo.
Vale lembrar que Neymar e Rodrigo Nestor se desentenderam depois de falta de ataque cometida pelo camisa 11 do Bahia, aos 31 minutos do primeiro tempo da partida disputada na Vila Belmiro. O lance revoltou o capitão do Santos, que jogou a bola no adversário, tomou cartão amarelo e, segundo Nestor, ainda foi desrespeitoso na discussão. A confusão continuou na volta do intervalo e terminou com expulsão do camisa dez.
Neymar e Nestor em Santos x Bahia — Foto: Reprodução
- Sobre o Marcos Victor, eu não postaria, mas eu sou velho. Ele viu Neymar como ídolo. Eu não postaria, mas eu sou uma geração ultrapassada, eles são uma geração mais moderna. Eu entendo, não condeno. Não conversei com eles, não acho que é minha parte fazer isso. Não vou condenar eles por isso.
O Bahia de Rogério Ceni deixa os times paulistas para trás e agora tem compromisso diante do Cruzeiro, no dia 5 de novembro, uma quinta-feira, no Mineirão. A partida da 34ª rodada está marcada para as 21h30 (de Brasília).
Marcos Victor em Bahia x São Paulo — Foto: Reprodução/Globo
Acevedo - Ele é indiscutível para a gente, leva a braçadeira de capitão pela raça, pela entrega. Tem corrido muito no começo dos jogos e tem se cansado um pouco mais rápido. Tecnicamente acho que ele já viveu um momento mais brilhante que esse, mas é um jogador que ganhou a posição do Caio Alexandre, que é excepcional. Não vejo porque ele não pode sair no minuto 60 quando a gente precisa. Muda a característica do jogo. Ele continua sendo um jogador importante.
Jejum de Alejo Veliz- Acho que ele não conseguiu ter oportunidade, hoje ele não teve uma chance real, mas abriu muito espaço para Kike, para Pulga, para infiltrações de Jean Lucas. Ele é um jogador que deixa tudo em campo, faz um serviço que não podemos deixar de destacar. Arboleda é raro perder esse um contra um, e hoje Alejo venceu a maioria. Puxamos muitos contra-ataques assim. Claro que queremos ver o nove fazendo gols, mas ele vem trabalhando pelo time com ele pode.
Gols sofridos - Não é função de Acevedo e Jean Lucas os rebotes. E os gols são distintos. O Lucas recebe com um espaço curto, mas com muita chance de gol. Então um gol é de uma jogada de transição. Já o segundo gol é uma falha de rebote. Hoje a gente tinha dois jogadores no rebote, a gente tinha condição de tirar aquela bola. A gente tem que se entregar com atenção defensiva. Faltou competitividade ali. São gols distintos, mas temos que melhorar nos rebotes, não podemos deixar eles chutarem duas ou três bolas em rebotes.
O que tirar de positivo e negativo hoje- De positivo ficam os 20 minutos iniciais, com controle de jogo e chances criadas. De negativo fica a lição que não podemos relaxar mesmo com um 2 a 0 e achar que tudo vai acontecer naturalmente. Não dá para jogar 45 minutos em alta intensidade, temos que saber dosar mais a energia. Os primeiros 20 minutos foram quase só do Bahia. De positivo também fica a reação para buscar o 3 a 2 depois disso.