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O dia em que o técnico do Atlético-MG enfrentou o Grêmio de Ronaldinho no Olímpico

Por Redação do ge — Belo Horizonte 31/10/2026 11h56 Atualizado 31/10/2026 O dia em que o técnico do Atlético-MG enfrentou o Grêmio de Ronaldinho no Olímpico Há 27 anos, Eduardo Domínguez vivia uma noite que o conectaria ao Grêmio, a Porto Alegre, ao Estádio Olímpico e a Ronaldinho.

O dia em que o técnico do Atlético-MG enfrentou o Grêmio de Ronaldinho no Olímpico
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Por Redação do ge — Belo Horizonte

31/10/2026 11h56 Atualizado 31/10/2026

O dia em que o técnico do Atlético-MG enfrentou o Grêmio de Ronaldinho no Olímpico

Há 27 anos, Eduardo Domínguez vivia uma noite que o conectaria ao Grêmio, a Porto Alegre, ao Estádio Olímpico e a Ronaldinho. Ainda como jogador, o técnico do Atlético-MG enfrentou a equipe gaúcha pela Mercosul de 1999, quando defendia as cores do Vélez Sarsfield, da Argentina. E o ge te conta a história deste encontro.

Grêmio e Vélez fizeram parte do grupo B da Copa Mercosul daquele ano. Domínguez era zagueiro e vivia suas primeiras temporadas de profissional.

Naquele momento, seu irmão, Federico Domínguez, dois anos mais velho e mais experiente, atuava como lateral-esquerdo. Ambos eram companheiros de time.

Na noite de 24 de agosto de 99, foram titulares da equipe argentina no Olímpico. Em entrevista ao ge, o irmão de Domínguez contou o que lembra daquela partida, pela terceira rodada da fase de grupos.

— Não me recordo tanto do jogo. Recordo do que representava o elenco do Grêmio com o Ronaldinho. Era uma estrela em pleno crescimento. Depois, vimos tudo que foi a carreira dele. Enfrentamos o Grêmio em várias oportunidades. Partida dura, existe uma rivalidade entre argentinos e brasileiros. Sempre gostei de jogar contra equipes brasileiras.

Federico Domínguez - irmão do técnico do Atlético - em jogo contra o Grêmio. — Foto: Reprodução.

Ronaldinho estava com 21 anos e passava por sua segunda temporada como profissional. Já era tratado como uma joia a nível mundial. Decidiu o título gaúcho com um drible diante do Dunga - zagueiro do Internacional na época, que é lembrado até hoje.

O camisa 10 terminou a temporada com 45 jogos, 22 gols marcados e duas assistências. Antes da partida diante do Vélez, a equipe de transmissão debatia se Ronaldinho poderia decidir a Mercosul sozinho.

— A última vez que um jogador decidiu um campeonato, de forma individual, para mim, foi, em 1995, o Giovani. É possível acreditar que o Ronaldinho, com sua individualidade, pode levar o Grêmio à conquista do Brasileiro, da Mercosul? — perguntou o narrador Deva Pascovicci na época.

O Grêmio venceu por 1 a 0. Gol de Macedo. Ambos os times acabaram eliminados no grupo, com o Independiente e o Corinthians avançando.

Eduardo Domínguez, técnico do Atlético-MG, com a camisa do Vélez. — Foto: Reprodução.

Como zagueiro, Domínguez fez carreira no futebol argentino com passagens pela Colômbia e pelos Estados Unidos. Conquistou somente dois títulos nacionais: a Copa da Argentina e a Supercopa, já na reta final.

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Aposentou-se dos gramados em 2015 e já iniciou a transição para o cargo de treinador. Seu irmão, Federico, contou como era o período em que jogaram juntos no Vélez e como o entendimento é fácil entre a dupla.

— Era lindo poder jogar com ele. Concentrávamos juntos, dormíamos juntos, compartilhávamos um monte de coisas e, como ambos éramos defensores e, inclusive, jogávamos juntos por sermos canhotos, havia essa confiança. Era fácil entender o que um queria. Era mais fácil fazer uma cobertura, um ajuste.