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Eleições do Vasco: Sérgio Frias lança candidatura à presidência do clube

Por Bruno Murito — Rio de Janeiro 31/10/2026 17h59 Atualizado 31/10/2026 Esporte Espetacular reúne ídolos de Vasco e Palmeiras e mostra entrevista com Rebeca Andrade O cenário político no Vasco ganhou um novo capítulo com a oficialização da candidatura de Sérgio Fr…

Eleições do Vasco: Sérgio Frias lança candidatura à presidência do clube
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Por Bruno Murito — Rio de Janeiro

31/10/2026 17h59 Atualizado 31/10/2026

Esporte Espetacular reúne ídolos de Vasco e Palmeiras e mostra entrevista com Rebeca Andrade

O cenário político no Vasco ganhou um novo capítulo com a oficialização da candidatura de Sérgio Frias à presidência do clube associativo. Ligado ao grupo "Casaca!", o dirigente entra na disputa como o terceiro candidato ao pleito, concorrendo diretamente contra o atual presidente Pedrinho e contra Pedro Strozenberg.

Sérgio Frias foi a única candidatura que não se aliou a Pedro Strozemberg como oposição ao presidente Pedrinho. Os grupos tradicionais como "Identidade Vasco", "Fuzarca" e "Arquiba", além de outros quatro grupos emergentes da oposição, se aliaram a ele.

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Sérgio Frias lança candidatura à presidência do Vasco — Foto: Reprodução

Aos 56 anos, Frias acumula uma longa trajetória na política e nos bastidores de São Januário. Sócio há 34 anos e benemérito há nove, ele é conselheiro do clube há 25 anos (com exceção do período entre agosto de 2011 e novembro de 2014). Já exerceu o cargo de vice-presidente do Conselho Deliberativo, foi candidato à presidência em 2020 e concorreu como vice em 2023. Formado em Direito e Gestão Esportiva, atua como pesquisador, comunicador, professor convidado da UERJ.

Ao justificar seu movimento eleitoral, Sérgio Frias enfatizou a necessidade de manter o clube associativo forte e vigilante, mesmo após a transferência do controle do futebol para um novo investidor. O candidato externou preocupação com os rumos institucionais e com os riscos trazidos pelas recentes alterações do estatuto:

— Sou candidato porque alguém precisa proteger o Vasco. O futebol agora tem um novo controlador e queremos que dê certo. Mas o clube segue existindo, com seu patrimônio, sua história, São Januário, esportes olímpicos, e precisa estar preparado para qualquer cenário, inclusive os que a própria reforma do estatuto prevê, como a possibilidade de extinção. O Vasco é eterno e o nosso papel é garantir que continue sendo.

Integrante da gestão do clube no triênio de 2015 a 2017, período marcado pelas conquistas do Campeonato Carioca, rebaixamento no Brasileirão em 2015, e pela classificação à Libertadores em 2017, Frias subiu o tom contra o discurso da atual diretoria em relação ao investidor da SAF e prometeu cobrança rígida por resultados esportivos:

— A direção do Vasco disse que há dinheiro infinito e que os valores do contrato pouco importam. Então vamos cobrar um crescimento também infinito do futebol. Não cabe discurso sem compromisso com título e vamos mobilizar a torcida para exigir resultado do tamanho da expectativa que foi criada. Em 15 dos últimos 18 anos, o vascaíno viu fracasso em cima de fracasso, dívida crescendo e justificativas infantis. A exceção foi de 2015 a 2017: superamos todos os grandes do Rio de Janeiro no confronto direto, aumentamos a capacidade de São Januário de 15 mil para quase 22 mil e entregamos o clube na Libertadores, com receita maior e dívida menor, sem recuperação judicial.

Semifinal: Palmeiras x Vasco amanhã, às 15h30, ao vivo na Globo

Olhando para o futuro da instituição, o candidato ressaltou que a associação precisa ter independência financeira e peso institucional na relação com o acionista majoritário da SAF. Entre suas propostas, estão o fortalecimento dos esportes olímpicos e amadores, a valorização dos naming rights (que pertencem ao clube social), o projeto de modernização da Colina Histórica e a preservação do acervo e da memória cruz-maltina:

— Temos de olhar para frente. Como acionista minoritário, o Vasco precisa se relacionar bem com quem terá a maioria das ações, mas também se reestruturar e se manter de pé, altivo, sem ficar à mercê da vontade alheia. Um clube institucionalmente forte é importante para o futebol, assim como um futebol forte é importante para o clube. Temos projetos para os esportes coletivos e individuais, para os naming rights que pertencem ao Vasco, para a reforma e ampliação de São Januário e para investir na nossa história, construída com sangue, suor e lágrimas, a maioria delas de alegria.