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Antonelli diz abrir mão de número de campeão da F1 para manter humildade

Por Bruna Rodrigues, Erica Hideshima e Marcelo Courrege — São Paulo 04/11/2026 21h05 Atualizado 04/11/2026 O atual campeão Kimi Antonelli, fã de Ayrton Senna, já está em São Paulo para o GP Brasil de F1 Em 2014, a F1 passou a permitir que os pilotos escolhessem os…

Antonelli diz abrir mão de número de campeão da F1 para manter humildade
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Por Bruna Rodrigues, Erica Hideshima e Marcelo Courrege — São Paulo

04/11/2026 21h05 Atualizado 04/11/2026

O atual campeão Kimi Antonelli, fã de Ayrton Senna, já está em São Paulo para o GP Brasil de F1

Em 2014, a F1 passou a permitir que os pilotos escolhessem os números pelos quais querem ser representados na categoria. Algumas escolhas foram práticas; outras, afetivas. É o caso de Kimi Antonelli, que corre com o carro 12 em homenagem ao ídolo Ayrton Senna. Mais novo campeão mundial, o italiano antecipou que pretende seguir com ele, ao invés do número 1 reservado aos campeões, e explicou o motivo em entrevista exclusiva ao Jornal Nacional.

Kimi Antonelli no GP de Miami da F1 2026 — Foto: Doug Murray/Icon Sportswire via Getty Images

- Vou ficar com o número 12 porque é um número muito especial para mim. Uso-o desde meu primeiro ano nos monopostos, então tem sido um bom número para mim, e vou mantê-lo. Sinto que o 12 é, de certa forma, também minha identidade nas corridas. Corri com o número 12 sempre que pude. É também uma maneira de, sabe, ao entrar em 2027, olhar para trás e recomeçar. também é uma maneira de me manter humilde, manter os pés no chão e, de fato, enxergar um novo começo - disse o jovem italiano, em entrevista em São Paulo nesta quarta-feira.

O número 1 é reservado exclusivamente aos pilotos campeões da temporada anterior; os outros devem escolher um numeral, de 2 a 99. Porém, não é mandatório; para muitos deles, os números também se tornaram uma marca registrada.

É o caso de Lewis Hamilton, que depois de seu bicampeonato mundial em 2014, pôde optar por competir em 2015 com o carro de número 1, ou manter seu tradicional 44. O veterano decidiu seguir com o número, que o acompanha desde a infância, e o fez depois das conquistas de 2015, 2017, 2018, 2019 e 2020.

Ferrari 44 de Lewis Hamilton, na temporada 2025 da F1 — Foto: Jakub Porzycki/NurPhoto via Getty Images

Por outro lado, há quem prefira aproveitar toda uma temporada lembrando da conquista de suas vidas: foi o caso de Max Verstappen, que escolheu trocar o 33 (o 3 é seu número favorito, mas já havia sido escolhido por Daniel Ricciardo em 2014) pelo 1 entre 2022 e 2025, e Lando Norris, campeão de 2025 e que disputa a atual temporada com o número 1 em sua McLaren.

Antonelli chegou ao país alguns dias antes do início, de fato, do GP Brasil de F1. O italiano aproveitou para visitar a fazenda da família de Ayrton Senna, de quem ele é fã desde a infância. A admiração pelo tricampeão foi um dos tópicos abordados na entrevista exclusiva - e é um dos motivos pelos quais Kimi nutre a expectativa de obter mais um fim de semana positivo em Interlagos.

Kimi Antonelli com a família de Ayrton Senna em São Paulo — Foto: Reprodução/Redes sociais

No último ano, o piloto da Mercedes estreou em São Paulo com um segundo lugar que ganhou ares míticos; ele foi registrado visitando o túmulo de Senna na capital paulista dias antes da corrida, momento tido pelos fãs como um divisor de águas entre uma temporada turbulenta e um fim de campeonato promissor em 2025:

- Em primeiro lugar, estou muito animado por correr aqui. No ano passado, tive meu melhor fim de semana na Fórmula 1. Foi quando consegui meu desempenho mais completo, sabe, desde a classificação até a corrida, terminando no pódio. Isso foi muito especial. Espero que este ano possamos nos sair ainda melhor do que antes. Mas também estou muito ansioso por um evento especial neste fim de semana para celebrar o Brasil e o Ayrton, e espero que todos gostem.