Por Redação do ge — Belo Horizonte
06/11/2026 01h17 Atualizado 06/11/2026
Cruzeiro 3 x 2 Bahia | Melhores momentos | 34ª rodada | Brasileirão 2026
Rogério Ceni viu o Bahia sucumbir diante de mais um adversário direto na derrota por 3 a 2 para o Cruzeiro, na noite desta quinta-feira, no Mineirão, em jogo válido pela 34ª rodada da Série A. Os gols de Kike Olivera, que abriu o placar, e Alejo Véliz não foram suficientes para o Tricolor, que continua com a vaga direta na Libertadores ameaçada.
Em entrevista coletiva, o técnico avaliou os alto e baixos do Bahia mesmo depois de sair na frente e também não poupou críticas à arbitragem de Rafael Klein.
- Acho que fizemos um jogo muito bom até o momento do gol. Depois mudamos de comportamento, não tivemos mais a bola, não conseguimos trocar passes. Mudamos o comportamento. Fizemos um bom início, fizemos o mais difícil que é sair na frente jogando fora. A partir do gol perdemos o controle do jogo. No segundo tempo entregamos uma bola boba logo no começo, depois um pênalti bem mequetrefe que o cara do VAR fez questão de chamar. Não vou nem falar do árbitro que acabou o jogo cinco segundos antes com a gente tendo uma bola para cruzar - desabafou Ceni.
- Se impor contra o Cruzeiro é uma coisa que pouca gente conhece. A gente veio jogar um jogo coletivo, fizemos as trocas para tentar ter mais controle. Com o Everton em campo você tem mais controle, como foi nos primeiros 30 minutos. No final acho que a posse se deu mais pelo Cruzeiros se retrair, já que estava na frente do placar. Era uma questão de necessidade. O futebol brasileiro é muito assim, quem tem a vantagem retrai. A posse foi mais em função disso, o Cruzeiro deixou a bola com a gente - completou.
Entrevista coletiva de Rogério Ceni — Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia
O resultado negativo diante de um adversário direto complica a vida do Bahia na briga por vaga na Libertadores. O time de Rogério Ceni fecha a rodada estacionado na sexta posição, com 53 pontos, um a menos que o Fluminense, atual quarto colocado.
Apesar de ser o principal objetivo do clube na temporada, o treinador ainda vê o Tricolor abaixo do nível dos quatro melhores times do Brasileirão, neste momento Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro e Fluminense.
- A gente tenta tirar isso com competitividade e luta, mas algumas vezes não conseguimos superar adversários que talvez estejam mais prontos que a gente. Vamos sempre brigar para deixar o Bahia no nível mais alto, mas está faltando um pouco ainda para a gente se colocar entre os quatro primeiros colocados - projetou Ceni.
O Tricolor agora tem 12 dias de intervalo por conta da Data Fifa e só volta a campo apenas no dia 18 de novembro, data em que visita o Grêmio em Porto Alegre.
- Temos um jogo difícil contra o Grêmio, vai ser uma batalha gigante. Nosso último jogo lá teve um pênalti que o VAR disse que não foi e o árbitro deu. A gente sabe o peso da arbitragem e a pressão da torcida. Vamos trabalhar para o jogo do Grêmio. Depois em 60 e poucas horas já pegamos o Coritiba, um time de muito contra-ataque. Depois Botafogo e Atlético. Um final dramático, todo mundo busca alguma coisa nas últimas rodadas. Temos que melhorar a parte física, a parte mental, de concentração. Tentar se manter mais tempo na frente do placar, não mudar o jeito de jogar. Temos que continuar focados. Não adianta fazer o gol e retrair depois. A gente tem uma maneira de jogar independente do resultado - concluiu.
Resultado poderia ser melhor?- Acho que fizemos um jogo muito bom até o momento do gol. Depois mudamos de comportamento, não tivemos mais a bola, não conseguimos trocar passes. Mudamos o comportamento. Fizemos um bom início, fizemos o mais difícil que é sair na frente jogando fora. A partir do gol perdemos o controle do jogo. No segundo tempo entregamos uma bola boba logo no começo, depois um pênalti bem mequetrefe que o cara do VAR fez questão de chamar. Não vou nem falar do árbitro que acabou o jogo cinco segundos antes com a gente tendo uma bola para cruzar.
- Enquanto o Everton teve gás ele flutuou bastante, fez o Erick e o Nestor atacarem espaço. Quando Everton cansou voltamos para o jogo que estamos mais acostumados, com Juba por dentro para jogar. Tento ter mais qualidade com o Caio, mas infelizmente a gente toma o segundo gol em um lance de contra-ataque. A gente se confundiu na marcação, era para Kanu ter ficado para trás e Caio no homem que recebe pelo meio. Não acho que foi um grande jogo, mas fizemos 30 bons minutos no começo, depois não fomos constantes.
Jogos contra o G-6- Ano passado ganhamos do Palmeiras duas vezes, ganhamos do Flamengo. Foi o ano em que confrontamos melhor os times de ponta. Esse ano só ganhamos do Athletico. Tivemos empates com o Fluminense, não conseguimos vencer. Acho que o Athletico é um time bem parelho com a gente. A gente tenta competir com todos, mas os adversários estão aproveitando mais que a gente. O Cruzeiro é um time bem montado, acho que criamos as oportunidades, mas não tivemos o mesmo poder de conclusão que alguns adversários.
Problemas defensivos - Não é o sistema defensivo, é a maneira como a gente se defende. A gente se desconecta um pouco jogo algumas vezes. Mudamos a forma como nos defendemos, mas a gente vem encontrando dificuldade, deixando um pouco mais de espaço. Fico pensando se não podemos voltar ao modelo antigo. Algumas transições damos mais espaços para o adversário, como foi no gol do Cruzeiro hoje, são decisões tomadas em segundos e estamos pecando nessas decisões.
Everton pode continuar jogando?- Acho que nos últimos jogos fora de casa a gente fez muita transição com os pontas. Tentei diminuir esse jogo de transição e acho que esse objetivo foi alcançado. Nosso começo de jogo foi muito bom, mas depois rifamos muita bola, erramos passes. A gente precisa ter personalidade para continuar com a bola. Você tem que fazer escolhas, vamos pensar, estudar o Grêmio. Mas eu gostei do Everton nessa função, achei que ele foi bem.