Por Leonardo Lourenço — São Paulo
06/11/2026 17h30 Atualizado 06/11/2026
Irlan Simões comenta situação de Infantino na FIFA após eleições nos Estados Unidos
A União Caribenha de Futebol declarou apoio à reeleição do presidente da Fifa, Gianni Infantino. O grupo reúne 25 federações com direito a voto na assembleia da entidade e racha a oposição da Concacaf, a confederação da América do Norte, América Central e Caribe, que forma bloco contrário ao dirigente junto com a Uefa.
Até então, apenas o México, na região, havia tornado público o suporte a Infantino. Com as nações do Caribe, agora 26 dos 35 votantes da Concacaf prometem voto no dirigente.
– A CFU reconhece as iniciativas de desenvolvimento da Fifa, incluindo investimentos em infraestrutura do futebol, programas técnicos, competições, futebol de base e feminino, e capacitação institucional – diz a nota, publicada nesta sexta.
– Para as associações-membro da CFU, muitas das quais continuam operando com recursos financeiros e humanos limitados, esses programas contribuíram para os esforços de fortalecimento do desenvolvimento do futebol e para a criação de oportunidades em toda a região.
Infantino acena para repórteres na saída de reunião com líderes da Confederação Asiática de Futebol — Foto: REUTERS/Kim Kyung-Hoon
A Concacaf se uniu à Uefa em críticas a Infantino pouco depois do fim da Copa do Mundo, quando foi revelada a intenção do presidente da Fifa de criar uma empresa, aberta a investidores privados, para concentrar direitos comerciais e esportivos de competições da entidade – como a Copa do Mundo. A reação fez com que Infantino recuasse e abandonasse o projeto.
O presidente da Concacaf, Victor Montagliani, vinha sendo citado como um potencial rival de Infantino na eleição prevista para março do ano que vem. Nas últimas semanas, porém, o movimento de oposição perdeu força.
O bloco, que chegou teve a confederação da Ásia (AFC) a seu lado, diminuiu bastante. Antes das federações caribenhas se desvincularem, o presidente da AFC, sheik Salman bin Ibrahim Al-Khalifa, já tinha desertado.
Por outro lado, a Conmebol, da América do Sul, a confederação africana e a da Oceania se mantiveram fiéis ao atual presidente da Fifa.
O apoio da AFC não impediu que um dirigente japonês se lançasse candidato à presidência da Fifa. Nesta semana, Kozo Tashima, presidente honorário da federação de seu país, declarou que pretende disputar o pleito.
Ele se juntou ao ex-zagueiro suíço Ramon Vega como os primeiros a desafiarem a Infantino.
Montagliani, da Concacaf, não deve se somar a eles e provavelmente buscará um terceiro mandato em sua região.
Para que tenham suas candidaturas oficializadas, ambos precisam apresentar apoio formal de cinco associações filiadas à Fifa até 18 de novembro, quando termina o prazo de inscrição.
A eleição está marcada para o próximo Congresso da Fifa, que será realizado em março do ano que vem em Rabat, no Marrocos.