Por Heitor Esmeriz — Campinas, SP
01/09/2026 20h06 Atualizado 01/09/2026
Ponte Preta resiste no primeiro tempo, mas para perde para o América-MG na Série B
A paralisação na Ponte Preta por causa dos atrasos salariais completaria uma semana nesta quarta-feira, mas, segundo o advogado Filipe Rino, representante dos atletas que aderiram ao movimento, o grupo decidiu voltar a treinar mesmo sem receber qualquer tipo de pagamento.
- Eles voltaram a treinar e vão normalmente para o jogo. Os jogadores fizeram a paralisação esperando que a diretoria se pronunciasse, comparecesse, efetuasse algum pagamento, desse alguma satisfação, mas nada mudou. Em respeito à instituição, mesmo com a diretoria permanecendo inerte, eles resolveram voltar e continuar o campeonato, respeitando a instituição e a torcida - disse Rino em contato com a reportagem do ge.
Nesta terça-feira, parte do grupo já se apresentou no CT do Jardim Eulina para atividades pontuais. Um novo treino está marcado para a manhã de quarta, quando haverá uma conversa com o técnico Gilson Kleina para bater o martelo sobre o retorno.
Entrada do CT do Jardim Eulina — Foto: Júlio Nascimento
O próximo compromisso da Ponte é no domingo, contra o São Bernardo, no Majestoso. Diante do América-MG, no último domingo, em Belo Horizonte, a Ponte precisou entrar em campo apenas com jogadores formados na base para evitar o W.O.
Quando anunciaram a suspensão das atividades, os atletas disseram que alguns estão há seis meses sem receber e que a paralisação só seria encerrada mediante o pagamento das pendências. A reportagem do ge apurou que os atrasos beiram um ano em casos específicos de jogadores e também de integrantes do departamento de futebol.
O ténico Gilson Kleina, em contato frequente com os líderes do elenco, teve papel importante na reviravolta do caso. Com o clube sem recursos, não há prazo para que a situação financeira seja regularizada.
Apesar da volta aos treinos, o elenco continuna insatisfeito com a postura da diretoria, principalmente do presidente Luiz Torrano, que não apareceu para conversar com os atletas.
Em meio à paralisação, o atacante Brandão deixou o clube (vai para o futebol da Bulgária). Diante das incertezas sobre o futuro, não dá para descartar que outros atletas também saiam nos próximos dias.
Sem vencer há 19 rodadas, igualando o pior jejum da história da Série B (ao lado do ABC de 2015), a Ponte amarga a lanterna, com apenas 10 pontos em 25 jogos, e caminha para um rebaixamento que parece inevitável diante do cenário caótico fora de campo.