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Executivo do Amazonas abre o jogo sobre crise financeira, fala em resgatar credibilidade e projeta 2027

A Série C chegou ao fim para o Amazonas sem a classificação para a segunda fase. A Onça-Pintada encerrou a competição na 13ª colocação, com 26 pontos, mas deixou o torneio com a sensação de que poderia ter ido além.

Executivo do Amazonas abre o jogo sobre crise financeira, fala em resgatar credibilidade e projeta 2027
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A Série C chegou ao fim para o Amazonas sem a classificação para a segunda fase. A Onça-Pintada encerrou a competição na 13ª colocação, com 26 pontos, mas deixou o torneio com a sensação de que poderia ter ido além.

Mesmo em meio a uma grave crise financeira, salários atrasados, saída de jogadores e um transfer ban que dificultou a montagem do elenco durante boa parte da competição, o time chegou à última rodada ainda com chances de avançar ao quadrangular do acesso.

Poucos dias após o encerramento da temporada, o executivo de futebol Matheus Pinheiro falou pela primeira vez sobre o atual cenário do clube.

— É um processo que o clube está passando. O clube é novo e é natural oscilar. É impossível um clube começar e se manter bem em todos os aspectos. Não que isso possa ser normalizado, porque a responsabilidade é gigante. Tem pais de família que dependem disso. Eu sou um que dependo, mas sabemos que precisamos ter calma e paciência porque não estamos falando de um real, afirmou.

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Matheus chegou ao Amazonas em abril, quando a equipe já enfrentava dificuldades financeiras e esportivas. Segundo ele, a união entre os profissionais que permaneceram no clube foi determinante para que o time conseguisse terminar a Série C brigando por uma vaga na segunda fase e garantir a permanência para 2027.

O executivo revelou que a diretoria já iniciou contatos com atletas que possuem pendências financeiras e garantiu que o clube trabalha para cumprir os compromissos assumidos.

— Esse foi o fator principal, a união. Passei por um momento de adversidade na Ponte Preta, com uma dificuldade financeira absurda, e fomos campeões brasileiros. A união que aconteceu aqui entre nós no Amazonas foi algo inexplicável. No dia a dia, as pessoas estavam incumbidas pelo objetivo. O trabalho era firme e muito forte, destacou.

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Além da reorganização financeira, o planejamento para 2027 já começou. Um dos principais objetivos da diretoria é manter Rodrigo Santana no comando técnico.

O treinador assumiu a equipe em meio ao momento mais turbulento da temporada, perdeu jogadores importantes ao longo da Série C, precisou recorrer às categorias de base e ainda assim conseguiu levar o Amazonas até a última rodada com chances de classificação.

Para Matheus, a permanência do treinador é um desejo do clube, mas qualquer negociação passa primeiro pela solução dos problemas financeiros.

— É um plano do clube. É um treinador acima da divisão. Mas a conversa com o Rodrigo vai ser um segundo momento, porque a principal conversa com o presidente é justamente essa. Ele mesmo fala: 'preciso pagar, preciso pagar'. A partir disso a gente consegue desenhar tudo, disse.

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Outro nome considerado prioridade para o próximo ano é o do meia Rafael Tavares. Capitão, camisa 10 e um dos maiores ídolos da história do Amazonas, o jogador também tem contrato próximo do fim e aguarda uma definição sobre o futuro.

Segundo Matheus, a intenção é contar com o atleta em 2027.

— Tavares tem um papel amplo dentro do grupo. Ele é ídolo do Amazonas, é a cara do clube. Tem um papel importante no dia a dia e está dentro dos planos. É um atleta indispensável. Em campo, dispensa comentários, afirmou.

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O próprio executivo também não garante permanência automática. Campeão da Série C com a Ponte Preta em 2025 e contratado para liderar o departamento de futebol do Amazonas neste ano, Matheus revelou que ainda terá uma conversa com o presidente Weslley Couto para definir os próximos passos.

Antes disso, a prioridade é concluir um diagnóstico completo da temporada e entender o tamanho dos impactos financeiros, administrativos e esportivos enfrentados pelo clube.

— Ainda vou ter uma conversa com o presidente para falar sobre o próximo ano. Hoje nosso foco está em entender e fazer um mapeamento dos impactos financeiros, administrativos e desportivos. Conseguir estancar esses problemas e planejar o próximo ano com mais calma e sem turbulência, explicou.

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Apesar da campanha abaixo das expectativas, Matheus acredita que a reta final da Série C deixou uma mensagem positiva para o futuro.

O dirigente citou o apoio da torcida mesmo após a eliminação como um sinal de que o clube ainda mantém a confiança de grande parte dos torcedores.

— Para o torcedor amazonense, o que mais vou me apegar foi a última partida. Todos aplaudiram mesmo sem a gente conseguir a classificação. Aqueles momentos de glória, de Arena da Amazônia lotada, nós vamos reviver. Estamos arrumando a casa para trazer orgulho novamente. As pessoas que estão à frente do clube, o presidente principalmente, não vão deixar o Amazonas de lado em nenhum momento, concluiu.

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Com o encerramento da Série C, o Amazonas agora volta suas atenções para a reconstrução fora das quatro linhas. O clube terá pouco mais de quatro meses para reorganizar as finanças, definir a permanência de peças importantes e montar o elenco para 2027.

A próxima temporada será uma das mais movimentadas da história da Onça.

O Amazonas disputará o Campeonato Amazonense, a Copa Norte, a Copa do Brasil e a Série C do Campeonato Brasileiro, competição na qual tentará retornar à Série B e buscar novamente protagonismo no cenário nacional.