Por André Ribas — Belo Horizonte
02/09/2026 03h00 Atualizado 02/09/2026
Atlético-MG 2 x 1 Cruzeiro | Melhores momentos | Quartas de final | Copa do Brasil 2026
Quando o torcedor do Atlético pensar em um clássico perfeito daqui a dez anos, vai lembrar do dia 1º de setembro de 2026. Entrega, reviravoltas e protagonismo de um dos seus: o meia Fred. Elementos de uma virada diante do maior rival que coloca o Galo na semifinal da Copa do Brasil.
O maior público do ano da Arena MRV presenciou tudo o que esperava com a chegada de Fred. Identidade, responsabilidade e decisão. Entregou uma assistência e o gol da classificação. Tudo isso no primeiro jogo do camisa sete no estádio.
Fred jogador do Atletico-MG comemora seu gol durante partida contra o Cruzeiro — Foto: Gilson Lobo/AGIF
O clube escondeu até o último minuto se Everson teria condições de jogo. Com o goleiro confirmado, Eduardo Domínguez repetiu o mesmo time do jogo de ida da Copa do Brasil.
Embalado pela torcida, o Atlético tomou conta dos primeiros minutos da partida. Adotou uma marcação agressiva e criou duas grandes oportunidades. A primeira veio em cobrança de falta de Bernard. Cassierra subiu mais que todo mundo e tirou casquinha da trave.
A segunda veio no maior estilo Domínguez: roubada de bola e um passe vertical. A bola foi cruzada na área, Jonthan Jesus furou, e Bernard ficou sozinho para marcar. No entanto, Otávio cresceu no lance e fez grande defesa. No rebote, Fred desperdiçou.
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Aos poucos, o jogo ficou mais equilibrado. O Cruzeiro começou a dividir a posse e equilibrar as ações da partida. A defesa atleticana só foi trabalhar aos 18 minutos. Um chute de Matheus Pereira que passou com muito perigo.
Os visitantes começaram a arriscar mais - apesar de o Galo ter maior posse de bola. Arroyo testou de longe e colocou Everson para trabalhar pela primeira vez. Depois, um lance com Kaio Jorge fez o placar sair do zero. O atacante foi lançado na área e acabou derrubado por Vitão, que foi nas costas do adversário. Na penalidade, não deu nenhuma possibilidade ao Everson.
Kaio Jorge em Atlético-MG x Cruzeiro — Foto: Gilson Lobo
Em desvantagem, o Atlético aumentou a velocidade e a agressividade para empurrar o rival. O problema é que, com isso, vieram os erros de passes e as jogadas mal finalizadas. Muito volume, mas com pouca qualidade.
A pressão aumentou nos minutos finais. Bola na área, chances claras, mas sem colocar a bola para dentro. Cassierra cabeceou em cobrança de escanteio, mas Kaio Jorge tirou na linha. Bernard teve nova chance na área para se redimir. Furou e perdeu a chance de levar o jogo empatado para o intervalo.
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O Atlético voltou do intervalo com Reinier na vaga de Cassierra. Um ataque mais móvel para buscar a classificação. Cuello foi um dos caminhos para ferir o Cruzeiro com bolas cruzadas, mas sem ninguém colocar para dentro. Do outro lado, o adversário também teve espaços para atacar e trouxe perigo para Everson.
O clássico se transformou em uma trocacão franca, com o Galo correndo riscos. O final seria difícil de saber, mas um episódio mudou tudo: a expulsão de Villalba.
Atlético-MG x Cruzeiro Copa do Brasil Villalba e Cuello — Foto: Gilson Lobo/AGIF
Com um a mais, o Atlético não sofreu mais com os contra-ataques e fincou quase todos os jogadores no campo de ataque. Naquele momento, Fred assumiu a posição de craque da equipe e se fez presente em todos os ataques até colocar Victor Hugo na cara do gol para empatar.
Victor Hugo jogador do Atletico-MG comemora seu gol — Foto: Gilson Lobo/AGIF
A partir do gol, a sensação era só uma: questão de tempo para vir o segundo e confirmar a classificação no tempo normal.
Quarenta e três minutos. Fred, com a bola na entrada da área. Um giro rápido de quem sabe o caminho do gol. 2 a 1, e a vaga confirmada antes mesmo do apito final.
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Eduardo Domínguez colhe os frutos de um trabalho sólido e bem gerido. Quatorze jogos de invencibilidade, vivo em todas as competições e a dois jogos de colocar o Atlético de volta à Libertadores.