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Com queda de Djokovic, top 10 da ATP ficará sem membros do "Big Three" pela 1ª vez em 24 anos

Por Fabio Grijó — Rio de Janeiro 02/09/2026 14h30 Atualizado 02/09/2026 Novak Djokovic, de 39 anos, foi eliminado na estreia do US Open pelo argentino Mariano Navone e deixará o top-10 do ranking mundial pela primeira vez desde 2018.

Com queda de Djokovic, top 10 da ATP ficará sem membros do "Big Three" pela 1ª vez em 24 anos
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Por Fabio Grijó — Rio de Janeiro

02/09/2026 14h30 Atualizado 02/09/2026

Novak Djokovic, de 39 anos, foi eliminado na estreia do US Open pelo argentino Mariano Navone e deixará o top-10 do ranking mundial pela primeira vez desde 2018.

Com apenas 14 vitórias no ano, o sérvio revelou sofrer com problemas físicos constantes e afirmou ao site TMZ que já se sente "um pouco melhor".

Mariano Navone 3 x 2 Novak Djokovic | Melhores momentos | US Open

O choro no quinto set na estreia do US Open, talvez, seja um prenúncio de que o corpo não aguenta mais batalhas longas numa quadra de tênis. Em cinco sets, com duas horas e 46 minutos, o sérvio Novak Djokovic, 39 anos, caiu diante do argentino Mariano Navove, perdendo na estreia de um Major pela primeira vez em 20 anos - a última derrota na primeira rodada de um Slam tinha sido no Australian Open 2006, para o americano Paul Goldstein. Mais: a eliminação precoce fará Djokovic deixar o top-10 do ranking, algo que não acontecia desde julho de 2018. Sem o sérvio na lista dos 10 melhores da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) e com o suíço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal aposentados, o Big Three não vai aparecer no top-10 do ranking depois de 24 anos. A lista da ATP será atualizada depois do US Open, em 14 de setembro.

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Djokovic sofre com problemas físicos no US Open — Foto: ROBERT DEUTSCH/Reuters

Dono do recorde de 24 Grand Slams conquistados, que divide com a australiana Margaret Court na era profissional do tênis, o sérvio ainda se mantém com um ótimo aproveitamento em jogos de cinco sets na carreira: 76%. Ele venceu 42 das 55 partidas em que precisou chegar ao quinto set. Hoje, apenas os Grand Slams são jogados em melhor de cinco - antes, os torneios 1000 também tinham esse formato.

Mas, considerando apenas números desta temporada, o cenário muda. São duas vitórias em quatro jogos que tiveram cinco sets. No Australian Open, ele superou o italiano Jannik Sinner - então número 2 do mundo - na semifinal, em 4 horas e nove minutos, antes de perder a decisão para o espanhol Carlos Alcaraz, de virada, em quatro sets. Em Roland Garros, vencia João Fonseca por 2 a 0 mas levou a virada em jogo pela terceira rodada, em 4 horas e 53 minutos. Na grama de Wimbledon, derrotou o canadense Felix Auger-Aliassime nas quartas de final por 3 a 2, em 5 horas e 15 minutos, até parar na semifinal diante de Sinner em três sets. Agora, no US Open, despediu-se logo na estreia com a derrota para o argentino Navone, com 6/1 no quinto set.

Há menos de um mês, no ATP 1000 de Cincinnati, o sérvio perdeu também na estreia para outro argentino, Thiago Tirante, em jogo em que também passou mal, pediu atendimento médico e acabou derrotado de virada em três sets.

No ano, Djokovic jogou apenas sete torneios, contando o US Open, e, em três deles, caiu na estreia - assim também foi eliminado no ATP 1000 de Roma para o croata Dino Prizmic. No ano, ele tem 14 vitorias e sete derrotas, com aproveitamento de 66%, abaixo do que soma na carreira: venceu 83% dos jogos que disputou.

Djokovic passal mal em quadra e é eliminado no Masters 1000 de Cincinnati — Foto: Emilee Chinn/Getty Images

Assim que perdeu, neste domingo (30), para Navone, o ex-número 1 revelou estar competindo "sem se divertir". Ele contou que, durante a partida, vomitou três vezes e sentiu dores nas costas e no ombro, além de ter câimbras. Djokovic, novamente, precisou de atendimento médico.

- Não consegui me divertir. Acho que ficou óbvio que foi uma sensação horrível para mim na quadra. É algo que tenho carregado, infelizmente, praticamente em todas as partidas do ano: vômitos, enjoo, um problema sério. Meu corpo começou a desmoronar, com cãibras e dor. As costas simplesmente cederam no final, e eu não consegui fechar o jogo - disse o sérvio.

Ao site TMZ, nesta quarta-feira, Djokovic atualizou seu estado de saúde.

- Melhor. Um pouco melhor. Um pouco melhor - disse a lenda do tênis, que, no próximo ranking da ATP, será, no máximo, o 11º colocado.