Por Gustavo Di Sarli — Rio de Janeiro
03/09/2026 09h00 Atualizado 03/09/2026
Voz do Setorista: Fluminense de olho no mercado e no clássico com o Vasco
A chegada do zagueiro Julián Millán ao Fluminense foi cercada de expectativa. O colombiano tinha o respaldo de ter sido eleito o melhor jogador do Campeonato Uruguaio e de estar no radar da seleção de seu país. Os primeiros meses, porém, foram frustrantes, contou o jogador ao ge.
— Na verdade, sim (fiquei frustrado), porque não foi fácil conquistar meu espaço e, justamente quando pensei que teria mais minutos, veio a lesão. Mas são coisas que acontecem, e não podemos ficar presos à frustração. O mais importante é se levantar e continuar lutando. Minha adaptação tem sido muito positiva. Acredito que sempre estive preparado para contribuir, sempre com boa vontade e disposição para dar o melhor de mim — relatou o defensor.
O jogador de 28 anos foi anunciado em março. A partir dali, passou por um longo processo de adaptação e teve poucas chances de atuar sob o comando de Zubeldía. Ele fez apenas quatro partidas até a pausa para a Copa do Mundo, no início de junho. O período de férias e treinamentos o ajudou a ganhar espaço. Ele voltou como titular logo no primeiro jogo após a parada, só que veio o problema muscular que o deixou fora de ação por um mês.
Millán sente dores e deixa o campo para a entrada de Freytes; veja o momento
Agora, o momento é mais positivo. O retorno após a Copa também lhe proporcionou a experiência de atuar ao lado de Thiago Silva. O capitão foi contratado pelo clube no meio de 2026, com contrato até o fim do ano, e é uma referência para o companheiro de posição.
— É um privilégio jogar com o Thiago. Obviamente, ele nos ajuda a melhorar em muitíssimas coisas e está sempre exigindo o máximo. Pessoalmente, é uma sorte tê-lo como companheiro. Temos muito a aprender com ele, porque todo mundo sabe o que ele conquistou na carreira. É alguém digno de admiração — elogiou Millán.
Plenamente recuperado, o zagueiro colombiano vem sendo a principal alternativa de Marcão sempre que há um desfalque no setor ou quando é preciso poupar algum titular. Foi o caso no empate por 3 a 3 com o Athletico-PR, em que Julián formou a dupla de zaga com Ignácio.
Ele também foi acionado no jogo de volta das oitavas de final da Libertadores contra o Independiente Rivadavia, quando o time atuava com um jogador a menos e precisava suportar a pressão nas bolas aéreas. Nesse aspecto, teve papel importante na classificação.
Millán conduz a bola na partida do Fluminense contra o Athletico-PR — Foto: MARINA GARCIA / FLUMINENSE F.C.
— A disputa é muito boa porque há muita qualidade. Além disso, é uma competição saudável entre nós. Claro que estou sempre à disposição para poder brigar pela titularidade. Só resta trabalhar e, a cada oportunidade que me derem, poder aproveitá-la ao máximo — concluiu.
Millán disputou oito partidas pelo Fluminense desde que foi contratado. Contra o Vasco, neste sábado, às 21h, deve ser opção no banco de reservas. Mas está pronto para aproveitar a próxima oportunidade.
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