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Jardel revela bastidores com Cristiano Ronaldo: "O chamava de juvenil"

Por Samuel Conrado — Fortaleza, CE 03/09/2026 10h55 Atualizado 03/09/2026 Jardel responde quem foi melhor centroavante Bom cabeceador e craque dentro da grande área, Mário Jardel tem autoridade para falar sobre a função de camisa 9.

Jardel revela bastidores com Cristiano Ronaldo: "O chamava de juvenil"
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Por Samuel Conrado — Fortaleza, CE

03/09/2026 10h55 Atualizado 03/09/2026

Jardel responde quem foi melhor centroavante

Bom cabeceador e craque dentro da grande área, Mário Jardel tem autoridade para falar sobre a função de camisa 9. Ao ge, o ex-atacante revela ensinamentos passados ao jovem Cristiano Ronaldo e avalia o momento da seleção brasileira.

O "Supermario" Jardel já tinha carreira consolidada na Europa quando encontrou Cristiano Ronaldo surgindo nas categorias de base do Sporting. De acordo com o ex-centroavante, o entrosamento começou nos treinamentos, com um aprendizado que o camisa 7 português levou para a carreira.

Jardel em jogo beneficente de ídolos do Fortaleza contra a Seleção Cearense Master — Foto: @kaioleandro.foto

— Quando eu cheguei no Sporting, de Lisboa, depois de sair do Galatasaray, eu chamava ele [Cristiano Ronaldo] para treinar, colocava para cruzar a bola para mim.

Jardel e Ronaldo formaram dupla ofensiva do Sporting em 17 jogos, na temporada 2002/03. O brasileiro marcou cinco gols, enquanto o jovem CR7 deixou sua marca em três oportunidades.

Cristiano Ronaldo e Jardel, em encontro na Arábia Saudita — Foto: Reprodução/Instagram

O ex-atacante cearense avalia que a função de camisa 9 cabeceador está em falta na seleção brasileira. Apesar de ter sido artilheiro por onde passou, Jardel foi humilde e avalia que, mesmo no auge, teria dificuldades para conseguir vaga no atual elenco da equipe comandada por Carlo Ancelotti.

Jardel acredita que atacante bom na bola aérea é um problema não apenas na Seleção, mas nos times brasileiros. Ele ressalta a importância do fundamento ser passado nas categorias de base para o surgimento de novos centroavantes decisivos.

De acordo com o Mario Jardel, o futebol "moderno" de troca de passes, jogo associativo, tem sufocado a função de camisa 9. Com a evolução do esporte, o ex-centroavante ressalta que os fundamentos, como os cabeceios que ensinou ao CR7, precisam ser repassados nas categorias de base.

Jardel foi campeão da Libertadores e da Recopa Sul-Americana com o Grêmio — Foto: Paulo Franken / Arquvivo / Agência RBS

Apesar de ter marcado os gramados como um exímio camisa 9, Jardel cresceu com a referência de outro craque: Zico. A infância e adolescência do jovem Mário em Fortaleza foi acompanhando o "Galinho" na televisão. Do sonho de repetir os dribles nos "rachas" com os amigos, ele foi buscando lições que foram importantes na sua jornada.

Em meio a inúmeros treinadores que teve na carreira, Jardel guarda na memória o que foi passado principalmente por Edmundo Silveira e Felipão. Segundo ele, os dois foram os principais técnicos que teve na vida.

Mesmo distante do futebol atual, Jardel não deixa de acompanhar os clubes brasileiros. Ele mostrou preocupação com o momento vivido por equipes que brigam contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. E lamentou a fase do Grêmio, seu ex-clube.

Com carreira consolidada e títulos conquistados no Vasco, Grêmio, Porto-POR, Sporting-POR e Galatasaray-TUR, Mário Jardel mora hoje na capital cearense. Nos dias livres, o ex-atacante gosta de reencontrar os amigos e participar de jogos beneficentes, como o que foi disputado entre ídolos do Fortaleza e a Seleção Cearense Master, no estádio presidente Vargas, nesta semana.

Jardel participou de jogo beneficente da Seleção Cearense Master em amistoso contra o ídolos do Fortaleza de 2002 — Foto: Samuel Conrado/SVM