Arthur foi apresentado pelo Santos no início da tarde desta quinta-feira e confessou que a amizade com Neymar teve papel fundamental no acerto. Na realidade, o camisa 10 assumiu a responsabilidade de iniciar o contato informal para trazer o meio-campista de 30 anos.
– Primeiro contato foi com ele, pela nossa amizade de anos. Ele perguntou minha situação, outras coisas, e o interesse de vir ao Santos. Falei que sim – destacou.
– A negociação foi feita pelas pessoas competentes do clube. Agradecer ao presidente e ao Alexandre (Mattos) pelo voto de confiança, pela oportunidade e profissionalismo na negociação – acrescentou.
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Arthur, que assinou contrato curto até o fim de dezembro e se disse livre de “qualquer ego” nessa nova trajetória de carreira, posteriormente fez questão de valorizar a história do Santos e não reduzir a ida ao clube somente à amizade com o craque da equipe.
– Acho que, até pela grandeza do Santos, fica óbvio a resposta. O Santos é muito grande. Tem o privilégio de ter formado e ter o Neymar aqui. Um dos maiores da história. Contribui, sou amigo do Neymar. Mas não podemos esquecer a grandeza do Santos. É um privilégio – celebrou.
– Sou afortunado de vestir a camisa do Santos tendo Neymar como companheiro. O Santos é muito grande. O Neymar engrandece a história, mas o Santos teve outros jogadores. Venho pelo Santos, para honrar a camiseta com profissionalismo. Fico feliz de ter o Neymar como companheiro – destacou.
O meio-campista minimizou o contrato de curto prazo e se disse disposto a jogar em mais de uma função. A comissão técnica estuda até usar Arthur como meia mais próximo da área.
– O contrato foi conversado entre as partes. Serão quatro meses, mas nada impede em renovar e permanecer. Estou focado nesses quatro meses e honrar com trabalho e compromisso. Depois nada impede em renovar o contrato ou não – assegurou, antes de citar a questão dentro de campo.
– Já joguei nessa posição. Venho para somar, ajudar. Sem ego e sem vaidade. Onde for útil estou à disposição. Sobre posição, não terá nenhum problema – finalizou.
Pronunciamento– Acho que é uma sensação única. Pela história do Santos, pelos títulos que conquistou, pelos jogadores que vestiram a camisa. Realmente, me sinto muito honrado por vestir essa camisa pesada. É um marco pra todos que vestem. É uma camiseta muito pesada. Tenho certeza que serei muito feliz aqui. Agradecer a torcida e todos que me enviaram mensagens positivas. Fico muito feliz e honrado por vestir essa camisa que tem um peso tão grande no futebol mundial.
Jogar com Barreal, Rollheiser, Gabigol e outros– Foi uma das coisas que pensamos. Posso contribuir bastante. Temos vários jogadores com capacidade técnica gigantesca. Venho para somar, para aprender com eles. Espero conseguir o entrosamento o mais rápido possível.
– Sabemos que precisa de treinos e jogos para pegar o tempo, onde cada um gosta de receber as bolas. Isso faz diferença quando tem o nível alto de exigência. Uma das minhas virtudes é a posse e o jogo entre linhas. Feliz de estar aqui e encontrar pessoas qualificadas nesse quesito. Tenho certeza que faremos grandes coisas. Não faltará trabalho e dedicação para conseguir esse entrosamento o mais rápido possível.
Pode ser titular no domingo?– Sobre ser titular ou não depende do professor. ele decidirá. Venho para ajudar. Tenho vontade de jogar. Me encontro bem fisicamente. Meu último jogo oficial foi antes da pausa da Copa. Nesse primeiro jogo, pode ser que seja domingo ou não, vai faltar ritmo de jogo. É normal. Mas me encontro bem fisicamente. Só o ritmo de jogo, mas trabalho e dedicação não faltarão.
Rivalidade contra o Internacional– Vivi muitos anos em Porto Alegre, tenho um carinho enorme pela cidade, pelo estado. Conheço muito bem o Inter. É um time muito aguerrido. Temos que tomar cuidado, ainda mais no Beira-Rio, estádio difícil de jogar.
Conversa com o Cuca– Quando estávamos em negociação, o Cuca fez a chamada. Conversamos um pouco. Ele falou de esquema tático, onde poderia ajudar ao clube. Tive outras conversas no CT. O Cuca dispensa comentários. A fama de bom professor, que cerca o jogador, todos conhecem. Posso garantir. Os primeiros dias foram assim. Muito próximo e amigo do jogador. É experiente. Fico feliz de trabalhar e aprender com ele.
Ainda pensa em seleção brasileira?– Com certeza. Um dos motivo de vir ao Santos é isso. Clube de expressão mundial, elenco qualificado. Acredito muito. Todo jogador tem sonho de vestir a camisa da Seleção. Sabemos que é processo. Tenho que fazer as coisas aqui, me dedicar 100%. É vir, vestir a camisa, me adaptar, fazer bons jogos. Temos que ser realistas. Depende do que fizer no Santos. Mas a gana de voltar à Seleção todos atletas tem.
Gramado da Vila e torcida– Começar pelo gramado. Não cheguei a entrar em campo. Fiquei na lateral. Parecia estar um pouco ruim. Já joguei aqui muitas vezes. Talvez seja o pior gramado que vi. Não sei se foi muita chuva, o que aconteceu. No meu ponto de vista estava crítica a condição. As outras vezes que joguei estava numa condição muito melhor. Neymar se posicionou com razão. Expõe o atleta, talvez uma lesão. Enfim, coisas do futebol.
– A torcida foi incrível. Não sei se é sempre assim, espero que sim. Incrível a festa que fizeram. Mesmo não sendo o resultado que gostaríamos, em desvantagem. Eles vieram e fizeram uma festa linda dentro e fora de campo. A primeira sensação é nota mil. Minha família comentou que foi incrível. Que poucas vezes viram algo assim. Espero que o torcedor continue fazendo a parte dele que facilita dentro de campo com o apoio. Obrigado ao torcedor por ontem. Continuem fazendo que nos ajudará. Com o apoio da torcida fica mais fácil. Garanto que os jogadores não faltará dedicação e raça. A festa foi incrível e espero ver mais vezes.
"Agora sou Peixão" e polêmica com Grêmio que lembrou Ronaldinho– É importante. Tenho respeito e gratidão eterna ao Grêmio. O Grêmio instituição, Grêmio torcida. Uma cidade que passei muito anos, mais do que minha cidade natal, Goiania. De maneira alguma quis desrespeitar o Grêmio. Não vejo sentido, mas respeito a opinião deles. Compararam uma frase, dita há 15 anos atrás. A frase tem um peso para eles, mas não quis desrespeitar o Grêmio, nem o Santos quis.
– Outros jogadores já disseram essa frase. Não fui o primeiro. Não sei se posso falar que foi uma frase infeliz. Outros disseram. Tenho que respeitar a camisa do Santos. Se caiu mal a frase para a torcida do Grêmio, peço desculpa. Não foi minha intenção desrespeitar o Grêmio.
– São grandes clubes, não tem sentido alguma inimizade. Fico triste por ter causado essa polêmica. Volto a dizer, a todos os grêmistas, tenho carinho e gratidão eternos. Para encerrar o assunto, não teve intenção de provocar. Amo o Grêmio e a torcida.
Estreia contra o Inter é bom sinal?– Se é bom sinal estrear contra o Inter não sei. Será um jogo difícil. É um jogo que exige mais atenção. É um confronto direto contra uma equipe próxima na tabela. Um jogo de seis pontos, que exige dedicação, concentração. Vamos chegar lá e honrar a camisa do Santos, como tem que ser. Essa camisa e escudo exigem isso. Não dá pra dar 90%, é 100%. Uma camisa que é pesada e exige respeito. Acho que ganhei mais que perdi do Inter, mas não sei (risos).