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Meia cobra R$ 1,6 milhão do Guarani na Justiça e pede rescisão indireta

O meia argentino Diego Torres entrou na Justiça contra o Guarani cobrando R$ 1.620.234,97 e solicitando a rescisão indireta por falta de pagamentos.

Meia cobra R$ 1,6 milhão do Guarani na Justiça e pede rescisão indireta
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O meia argentino Diego Torres entrou na Justiça contra o Guarani cobrando R$ 1.620.234,97 e solicitando a rescisão indireta por falta de pagamentos.

A ação, protocolada na manhã deste sábado na 12ª Vara do Trabalho de Campinas, também pede que a decisão seja tomada com caráter de urgência para que o jogador fique livre do contrato a tempo de fechar com outro time ainda dentro da janela de transferências - que termina em 11 de setembro (próxima sexta-feira).

A defesa do atleta, representada pelo advogado Filipe Rino, alega que o clube campineiro descumpriu obrigações trabalhistas e contratuais, atrasando salários e deixando também de depositar FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) entre fevereiro e agosto deste ano, entre outras situações.

O processo também questiona os valores pagos a título de direitos de imagem, sustentando que a parcela representava mais da metade da remuneração total - o que ultrapassa o limite legal. O contrato entre as partes, iniciado em 6 de junho de 2025, vai até 30 de novembro de 2026.

Salários atrasados (julho e agosto de 2026): R$ 120 milAuxílio-moradia (julho e agosto de 2026): R$ 20 mil Direito de imagem (junho, julho e agosto de 2026): R$ 210 mil Luvas (de janeiro a agosto de 2026): R$ 80 mil 13º de 2025: R$ 75,8 mil 13º de 2026: R$ 86,6 mil Férias integrais + 1/3: R$ 173,3 mil Férias proporcionais + 1/3: R$ 43,3 mil FGTS (de fevereiro a agosto de 2026): R$ 79,7 milMulta da CLT: R$ 130 milCláusula compensatória: R$ 390 mil Honorários: R$ 211,3 mil

A reportagem do ge entrou em contato com a assessoria de imprensa do Guarani. A posição foi a seguinte:

— O clube ainda não foi notificado e, portanto, não tomou ciência do caso. Caso seja formalmente comunicado, a situação decorrerá de uma mudança de posição do atleta em relação a um acordo que já havia sido previamente alinhado com o clube.

Sem entrar em campo desde 17 de maio, Diego Torres tinha sido liberado para um período de férias na reta final da primeira fase da Série C (faltando duas rodadas). Mesmo sem ser aproveitado, o meia tinha um dos maiores salários do elenco, ao lado de nomes como Caíque França, João Paulo e Lucca.

Em entrevista recente, o executivo de futebol Carlos Frontini chegou a dizer que as partes tinham finalizado um acordo para a rescisão e que só faltava assinar.

— A gente está há dois meses e meio tentando um acordo. Ele não aceitou, a gente estudou alternativas e deu as férias. No dia que a gente deu as férias, ele começou a aceitar fazer acordo, e ontem eu finalizei o acordo. Agora só está faltando assinar. É um acordo no qual o cube vai ser beneficiado com menos de 35% do que tinha para pagar ao jogador — comentou o dirigente, em 25 de agosto.

O argentino foi a principal contratação do Guarani em de 2025. Na época, o clube contou com o auxílio de um investidor para cobrir propostas de equipes da Série B e apostou no meia com um contrato longo. As conversas foram conduzidas pelo presidente Rômulo Amaro e pelo então executivo Farnei Coelho.

Diego Torres disputou 17 partidas em 2025, com três gols e três assistências. O melhor momento foi sob o comando de Matheus Costa, quando teve participação importante na arrancada do Guarani até o quadrangular final da Série C.

Na fase decisiva, porém, perdeu rendimento e terminou a temporada sem o mesmo protagonismo. Em 2026, a participação foi ainda menor. Diego Torres disputou cinco partidas no Campeonato Paulista e apenas três na Série C.