Por Redação do ge — Monza, Itália
06/09/2026 16h45 Atualizado 06/09/2026
A Audi anunciou horas depois do GP da Itália que pretende recorrer de uma decisão da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), envolvendo o japonês Yuki Tsunoda, da Racing Bulls. O piloto correu risco de punição devido a um erro de posicionamento no colchete do grid antes da relargada em Monza, mas a entidade decidiu não o penalizar.
Tsunoda terminou a prova na décima colocação e garantiu um ponto para a Racing Bulls. Em caso de punição, o 11º colocado da prova poderia herdar a posição do japonês - neste caso, o beneficiado seria o brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, que entraria na zona de pontuação.
Yuki Tsunoda, da Racing Bulls, na largada do GP da Itália — Foto: Jakub Porzycki/Reuters
A Audi se baseia no artigo B5.9.4 do regulamento esportivo da Fórmula 1. O texto impõe o reinício da prova do pit lane ao piloto que causar a realização de uma nova volta de apresentação.
– Após o Grande Prêmio da Itália, levantamos uma preocupação sobre a aplicação do Artigo B5.9.4, que exige que um piloto que causa uma volta extra na formação entre nos boxes e retome a corrida a partir daí. Os comissários emitiram uma decisão de Não Tomar Ação Adicional, e notificamos nossa intenção de recorrer. Como o assunto está agora sujeito ao processo de recurso da FIA, não comentaremos mais neste momento – disse a Audi em comunicado.
Tudo começou com o forte acidente de Charles Leclerc, da Ferrari, na terceira volta da corrida em Monza. A prova foi interrompida com bandeira vermelha, e os pilotos voltaram aos boxes. Antes do reinício, os pilotos deram uma volta de aquecimento de pneus e alinharam no grid para uma largada parada.
No entanto, Tsunoda acabou errando a posição em que deveria ter parado e, ao tentar corrigir, acabou parando torto no colchete à direita do que estava anteriormente. O engano do japonês fez com que mais uma volta de apresentação fosse anunciada; depois disso, os pilotos largaram normalmente.
A FIA anotou o incidente e anunciou que investigaria o caso depois da corrida. A decisão foi de não punir o japonês, mas o documento divulgado pela federação aponta o motivo da análise como o início de "uma volta extra de formação, resultado de uma decisão do Controle de Corrida baseada na aproximação e posição do Carro 22 (Tsunoda) no grid".
De acordo com a decisão da entidade, ao perceber que errou a posição no grid, Tsunoda se corrigiu e posicionou o carro da Racing Bulls no colchete correto e na posição correta dentro do colchete. A entidade afirma que o posicionamento foi verificado por vários ângulos de câmeras.
Além disso, a FIA atribui ao diretor de corridas a decisão de iniciar a nova volta de apresentação, baseado no comportamento do carro de Tsunoda.
A Racing Bulls apresentou cinco pontos para defender o piloto japonês. A equipe alegou que o carro não estava em uma posição que faria Tsunoda queimar a largada e que havia margem para Yuki se mover na largada, além de ressaltar que nenhum outro piloto foi afetado pelo incidente.
O time italiano ainda afirmou que Tsunoda não "causou" a volta de reinício adicional e que, além disso, não ouviu da direção de prova que o japonês seria o responsável pelo incidente.
A FIA disse concordar com a análise da Racing Bulls. A entidade culpou o diretor de corridas pela volta de apresentação extra, embora tenha ressaltado que a ação foi de "boa fé".