Rádio Metro Mix
Rádio Metro Mix — informação, música e entretenimento em tempo real.
Esportes

Jair Ventura cita protesto da torcida após derrota do Vitória: "Temos que ser vaiados mesmo"

Por Redação do ge — Salvador 20/09/2026 19h46 Atualizado 20/09/2026 Vitória 1 x 3 Cruzeiro | Melhores momentos | 28ª rodada | Brasileirão 2026 O Barradão foi palco dos grandes feito do Vitória em 2026, mas reproduziu vaias na direção do time depois da derrota por 3…

Jair Ventura cita protesto da torcida após derrota do Vitória: "Temos que ser vaiados mesmo"
Compartilhe: Facebook WhatsApp

Por Redação do ge — Salvador

20/09/2026 19h46 Atualizado 20/09/2026

Vitória 1 x 3 Cruzeiro | Melhores momentos | 28ª rodada | Brasileirão 2026

O Barradão foi palco dos grandes feito do Vitória em 2026, mas reproduziu vaias na direção do time depois da derrota por 3 a 1 para o Cruzeiro, na tarde deste domingo. O protesto da arquibancada foi comentado por Jair Ventura, que deu razão ao torcedor, reconheceu o momento ruim, mas projetou uma volta por cima nas próximas partidas.

Vitória 1 x 3 Cruzeiro | Gols | 28ª rodada | Brasileirão 2026

- Todo mundo tem que estar preparado para críticas. A gente só não pode mudar o tom e levar para o pessoal, que aí deixa de ser profissional. Acho que a torcida sempre pode cobrar, desde que não tenha agressão. Como que eles não vão vaiar depois de um jogo desse? Temos que conviver com isso. A vida do atleta é isso, é saber que precisa dar a volta por cima. Todo profissional do futebol tem que estar preparado para os momentos ruins - completou.

Jair Ventura em entrevista coletiva depois de Vitória x Vasco — Foto: Reprodução/TV Vitória

O treinador também cobrou mais entrega dos jogadores e lembrou que, mesmo que a fase seja ruim, o "comprometimento é inegociável".

- Nossa instabilidade afasta o torcedor. Eles querem ver o Vitória do primeiro tempo nos dois tempos. Eu também quero muito. A gente jogou contra o Flamengo, os caras bateram na gente, Palmeiras também, a gente tem que matar a transição, os jogadores são cobrados por isso. A gente não pode deixar de competir. Uma coisa é perder jogando, outra coisa é não competir. Então temos que mostrar dentro de campo que podemos trazer o torcedor de volta - disse o treinador.

Depois do tropeço em casa, o próximo compromisso do Vitória também é no Barradão. Depois da pausa para a Data Fifa, o Rubro-Negro recebe a lanterna Chapecoense no dia sete de outubro, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O jogo- A gente começa com proposta de fazer amplitude com os alas. No primeiro tempo a gente controla muito bem, tivemos chances claras com Tarzia, Renê e Erick. Tivemos o controle do primeiro tempo. No intervalo tive que tirar Mateus Silva e Caíque Gonçalves por lesões. O Caíque está no hospital agora, está vomitando e passando mal, levou uma bolada. Eu não tinha opções para fazer a amplitude na lateral, entrou o Brítez e tivemos que mudar o estilo de jogo. A gente passou a fazer a saída segurando o Brítez. Mas antes disso tudo entrar em prática, a gente sofreu um gol com 30 segundos. Depois outro vacilo nosso e um gol de cobrança de lateral. O segundo tempo foi muito diferente do primeiro, mais uma vez deixamos de ser a mesma equipe. Conversamos no vestiário, mas tomamos um gol com 30 segundos. Não pode acontecer os tempos serem tão diferentes assim. Vamos buscar corrigir isso.

O mental do treinador afeta o grupo?- Claro. Assim como a gente é competitivo, a equipe é competitiva. Meu mental é sempre fortíssimo, tentando fazer o melhor, tentando reverter esse momento. A gente ficou chateado com o empate com o Mirassol pela maneira que foi, ninguém ficou feliz. A mesma coisa com uma virada em casa. Eu sei que sou responsável por tudo aqui, e vou ser sempre, a vida do treinador é assim. Tenho que tentar dar a volta por cima. Temos que repetir os primeiros tempos, não podemos ter essa diferença tão grande entre os dois tempos.

A pausa no calendário vai ajudar?- A pausa vai ajudar a recuperar nosso DM. Só que a janela fechou, e quanto menos peças a gente tem, mais dificuldade a gente tem. Enquanto não tiver todas as peças disponíveis, a gente vai ter dificuldade. Perdemos mais um jogador hoje, não sabemos quando o Mateus Silva vai voltar. E a situação mental tem que ser trabalhada, não podemos tomar um gol com 30 segundos. Não podemos abrir mão de um tempo inteiro como foi contra o Mirassol. Fizemos tudo isso hoje outra vez. Foram bobeiras nossas, gols totalmente possíveis de não acontecer. No terceiro gol a gente já estava lançado ao ataque. Agora temos que recuperar fisicamente e mentalmente os jogadores para zerar essa situação.

Questão física está atrapalhando o time?- Se eu falar de questão física eu estaria terceirizando a derrota. Eu não trabalho assim, como comandante eu tenho que assumir as responsabilidades. As lesões não são culpa do departamento físico. O Erick teve o melhor momento da carreira dele esse ano e foi exaltado, eu vim aqui e parabenizei ele em coletivas, mas agora as coisas não estão acontecendo. Esse tempo vai ser importante para isso, para individualizar trabalhos. Estou aqui há um ano e sei o que fazer para recuperar os atletas. Vamos trabalhar para isso, esses jogadores já foram importantes para a gente. A situação do Lucas Silva foi de oportunizar atletas novas, temos que fazer isso, não podemos insistir nas mesmas coisas. Vamos tentar sempre. Não podemos ter resultados diferentes se a gente fizer as mesmas coisas.

A base é opção para a reta final da temporada?- Com certeza, Jean, Anderson, estão integrados e podem jogar se a gente entender que são necessários. Sobre os cartões, não tem o que fazer. Se perder um jogador, vamos colocando outro, está na reta final e não tem o que fazer. Temos mais um jogo difícil contra a Chape, fez um ótimo jogo contra o Atlético-MG agora. Na rodada não perdemos posições, ficamos mais próximo da zona, mas temos mais um jogo em casa para buscar o pelotão de cima novamente.