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Textor tenta barrar Assembleia que votará aumento de capital da SAF Botafogo

Por Redação do ge — Rio de Janeiro 22/09/2026 16h20 Atualizado 22/09/2026 Podcast debate trio não relacionado no Botafogo e observações de Tite John Textor ajuizou ação na 7ª Vara Empresarial do Foro Central da Comarca da Capital, no Rio de Janeiro, para tentar sus…

Textor tenta barrar Assembleia que votará aumento de capital da SAF Botafogo
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Por Redação do ge — Rio de Janeiro

22/09/2026 16h20 Atualizado 22/09/2026

Podcast debate trio não relacionado no Botafogo e observações de Tite

John Textor ajuizou ação na 7ª Vara Empresarial do Foro Central da Comarca da Capital, no Rio de Janeiro, para tentar suspender a Assembleia Geral Extraordinária que pode levar à diluição da participação acionária da Eagle na SAF Botafogo. O encontro está marcado para a próxima quinta-feira.

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O empresário também pediu a suspensão do bônus de subscrição, mecanismo que transformou o Botafogo social no acionista majoritário da SAF alvinegra. O clube alegou que a Eagle descumpriu o acordo de acionistas e, por meio do bônus de subscrição, passou a deter 51% da SAF; a participação da Eagle, por outro lado, caiu de 90% para 49%.

Até o momento de publicação da reportagem, conforme apurou o ge, não houve resposta à ação movida por Textor. O processo corre em segredo de justiça.

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Textor tenta ser reconhecido na Justiça como o dono das ações da SAF alvinegra em vez da empresa Eagle Bidco. O americano conseguiu decisões favoráveis recentes na Inglaterra e nos Estados Unidos, onde também move processos, mas o desfecho do caso está atrelado à ação que corre na justiça brasileira. Por aqui, ainda não houve decisão ou homologação (por meio do STJ) dos vereditos internacionais.

João Paulo Magalhães Lins e John Textor, presidente e ex-gestor da SAF do Botafogo, respectivamente — Foto: Bárbara Mendonça/ge

Na petição a que o ge teve acesso, a defesa de Textor argumenta que o Botafogo de Futebol e Regatas poderia ter uma "vantagem indevida" ao se tornar sócia majoritária.

O clube passou a ter o direito de vender as ações da SAF alvinegra por meio do "direito de drag along", uma das possibilidades consideradas para a transferência das ações à nova investidora GDA Luma. Esse mecanismo prevê que o acionista majoritário force os minoritários a vender suas ações para determinado comprador.

Em declaração enviada à imprensa, Textor alega que o Botafogo social está tentando "roubar" o controle da SAF.

— Estou fazendo exatamente o que qualquer dono faria para proteger sua companhia e seu investimento. O clube social está tentando um roubo em plena luz do dia, usando todos os truques à sua disposição, e eu não vou permitir isso — diz Textor em trecho da nota.

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John Textor, do Botafogo — Foto: Vitor Silva/BFR

A Assembleia Geral Extraordinária vai deliberar sobre uma proposta de aumento de capital social da SAF. Isso inclui a emissão de 200 milhões de ações classe B, ao preço de emissão de R$ 0,01 (um centavo de real) cada uma. Isso totaliza um aporte de R$ 2 milhões, a ser usado de forma imediata como meio "indispensável para o pagamento de parte da folha salarial" dos funcionários.

Pelo direito de preferência, o Botafogo associativo poderá adquirir 51% das novas ações, caso a proposta seja aprovada, em até 30 dias.

Caso a Eagle, detentora de 49% da atual SAF, não se manifeste no mesmo prazo, haverá a sobra das ações, que poderão ser subscritas pelo Botafogo posteriormente. Neste cenário, caso o clube social incorpore as 200 milhões de ações, a participação da Eagle será diluída.