Por Luiz Gustavo Oliveira — Belém
06/11/2026 07h00 Atualizado 06/11/2026
Palmeiras 6 x 1 Remo | melhores momentos | 34ª rodada | Brasileirão 2026
O Remo entrou na zona de rebaixamento na 5ª rodada da Série A, no dia 12 de março, na estreia do então segundo técnico da equipe na competição, Léo Condé. Vinte e nove rodadas e quase oito meses depois, o time segue na mesma situação, só que agora a nove pontos de deixar o Z-4, afundando ainda mais após sofrer uma sonora goleada do Palmeiras, por 6 a 1, na 34ª rodada, em 5 de novembro.
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A missão no Nubank Parque era das mais complicadas, já que o adversário era simplesmente o vice-líder do Brasileirão, que precisava vencer para encurtar a distância para o primeiro colocado, Flamengo. Mas não restava alternativa ao Leão Azul, já que ainda havia 15 pontos em disputa.
Pela primeira vez em sete jogos, o técnico Thiago Carpini repetiu uma escalação. Naturalmente, a escolha foi condicionada pelo triunfo conquistado diante do Botafogo, além da ausência de desfalques por suspensão.
Curiosamente, na coletiva após o jogo anterior, o treinador havia dito que costumava “propor algumas situações em cima do adversário, tentando explorar algumas fragilidades”. Porém, foi justamente o contrário que aconteceu.
Remo é goleado pelo Palmeiras na 34ª rodada da Série A — Foto: Samara Miranda / Ascom Remo
O começo foi desastroso, com o time azulino permitindo três ataques do Palmeiras, sendo dois bem parecidos: um pela direita e outro pela esquerda, com a bola cruzando a área sem ninguém completar para o gol.
Na terceira tentativa, o ataque foi pelo centro, com Vitor Roque deixando Arias cara a cara com Marcelo Rangel. O meia-atacante driblou o goleiro e abriu o placar logo aos três minutos.
No minuto seguinte ao gol, o Remo até ensaiou uma reação com Jajá, que exigiu uma boa defesa de Carlos Miguel. No lance, Taliari poderia ter ficado mais atento ao rebote. Mais tarde, aos 10 e aos 12 minutos, David Braga e Zé Welison arriscaram, mas pararam na marcação e no goleiro.
Parou por aí. Aos 13, o time da casa chegou com facilidade, em triangulação entre Maurício, Khellven e Arias, que, livre, marcou o segundo dele e do jogo. O mapa da mina era o lado direito do ataque palmeirense, correspondente ao lado esquerdo da defesa do Remo, por onde saiu o terceiro gol, aos 20 minutos. Desta vez, Arias fez a jogada e cruzou para a área. Marlon Freitas ajeitou, e Maurício, sem marcação, estufou a rede de Marcelo Rangel.
Gol de Arias em Palmeiras x Remo — Foto: Marcos Ribolli
O roteiro do jogo pouco mudou, com o Palmeiras envolvendo o lado esquerdo da defesa do Remo, por onde também saiu o quarto gol, em um cruzamento desviado contra por Marcelinho. O gol foi confirmado após análise do VAR.
Jogador com mais ações defensivas do Remo no primeiro tempo, Zé Welison desarmou Andreas Pereira no ataque, arriscou de fora da área e contou com um desvio em Gustavo Gómez para marcar o gol de honra.
Thiago Carpini promoveu três mudanças na volta do intervalo: Zé Ivaldo, Mayk e Edson Fernando entraram nas vagas de Tchamba, Marlon Matheus e Picco. Nove minutos foram suficientes para mostrar que as alterações não surtiriam efeito — ao menos as do Remo.
De fora da área, Flaco López, que entrou no segundo tempo, recebeu pelo mesmo lado direito que havia sido explorado na etapa inicial, passou facilmente pela marcação e chutou rasteiro. Rangel foi na bola, mas não conseguiu chegar.
Aos 34 minutos, Edson Fernando, primeira contratação do Remo na segunda janela, caiu e pediu falta, sem ser atendido pela arbitragem. O lance terminou com um chute forte de Felipe Anderson, outro que entrou na etapa final, para marcar o sexto gol.
Edson Fernando em ação pelo Remo contra o Palmeiras — Foto: Samara Miranda / Ascom Remo
Até enfrentar o Palmeiras, as piores derrotas do time azulino haviam sido por três gols de diferença, em jogos contra Flamengo e Corinthians. Porém, diante do time de Abel Ferreira, treinador do Verdão desde 2020, o planejamento — ou a falta dele — ficou evidente pelo lado azulino. Foram 54 jogadores utilizados na temporada, três técnicos diferentes na Série A e dois executivos de futebol.
Nem tudo foi um desastre. A permanência do goleiro Marcelo Rangel e do lateral-direito Marcelinho, importantes na campanha da Série B, foi um acerto, assim como a contratação do atacante Jajá, artilheiro do time na temporada, com nove gols.
Porém, são poucos os acertos em uma temporada que será marcada pela ausência de títulos, nem mesmo estaduais ou regionais, competições nas quais o Remo era favorito pelo maior orçamento, e por um rebaixamento que está próximo de ser confirmado.
Na próxima rodada, o Remo pode evitar a queda antecipada se vencer a já rebaixada Chapecoense, em jogo marcado para o dia 18. Caso contrário, já vira a chave de vez para a Série B de 2027, cenário que definitivamente se apresenta como a realidade do clube para o futuro próximo.
Jajá, atacante do Remo, em ação contra o Palmeiras — Foto: Samara Miranda / Ascom Remo