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Seabra aponta desequilíbrio do Coritiba após virada do Mirassol: "A gente se desestabilizou"

Por Guto Marchiori — Curitiba 06/09/2026 15h35 Atualizado 06/09/2026 Coritiba 1 x 2 Mirassol | Melhores momentos | 26ª rodada | Brasileirão 2026 O Coritiba abriu o placar, teve a chance de controlar o jogo e acabou derrotado de virada por 2 a 1 para o Mirassol, nes…

Seabra aponta desequilíbrio do Coritiba após virada do Mirassol: "A gente se desestabilizou"
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Por Guto Marchiori — Curitiba

06/09/2026 15h35 Atualizado 06/09/2026

Coritiba 1 x 2 Mirassol | Melhores momentos | 26ª rodada | Brasileirão 2026

O Coritiba abriu o placar, teve a chance de controlar o jogo e acabou derrotado de virada por 2 a 1 para o Mirassol, neste domingo, no Couto Pereira, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Na entrevista coletiva após a partida, o técnico Fernando Seabra apontou o desequilíbrio da equipe depois do empate como o principal motivo para a derrota e tratou o resultado como um aprendizado importante para a reta final da competição.

O treinador reconheceu que o Coritiba encontrou dificuldades para controlar o Mirassol na primeira etapa. A principal delas esteve no lado direito da defesa, onde a equipe sofreu com as movimentações do adversário e com a qualidade de Reinaldo na organização.

— Nós tivemos um pouco de dificuldade de acertar a nossa marcação pelo nosso lado direito, lado esquerdo do Mirassol, por causa de alguns movimentos, por causa de algumas conduções — explicou.

Segundo Seabra, o Coxa também conseguiu criar situações perigosas, especialmente em transições, mas pecou pelo excesso de bolas longas.

— Faltou um pouco de equilíbrio entre o jogar curto e o jogar longo. O jogar longo foi usado com certo excesso. Isso descompactou um pouco o nosso time e deu mais controle do jogo para o Mirassol —analisou.

Fernando Seabra, técnico do Coritiba — Foto: Gabriel Machado/AGIF

O cenário mudou depois do intervalo. O Coritiba passou a ter mais volume ofensivo, conseguiu circular a bola com maior critério e encontrou espaços para atacar até chegar ao gol.

— Conseguimos fazer isso bastante no começo do segundo tempo, ter mais volume ofensivo, poder ter mais tempo para fazer os movimentos e critério para atacar — disse.

O problema foi a resposta do Mirassol. O empate saiu pouco depois, em uma jogada pelo lado, e Seabra admitiu que a defesa poderia ter sido mais coordenada.

— A gente poderia ter defendido um pouco melhor a nossa coordenação coletiva nessa jogada. Tem um pouco de aleatoriedade ali, porque tem um bloqueio na frente, passa pela defesa, passa por três jogadores do Mirassol, tem um desvio — explicou.

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Foi depois do 1 a 1 que Seabra enxergou o principal erro do Coritiba. Na avaliação dele, o empate colocava o Mirassol sob maior pressão conforme o relógio avançasse. O Coxa, porém, acabou assumindo riscos que não precisava.

— O 1 a 1 deixava, com o tempo passando, o Mirassol com a necessidade de assumir risco e se desequilibrar. Só que a gente se desequilibrou — afirmou.

O treinador foi direto ao explicar a consequência da mudança de postura.

— Assumimos riscos, nos desequilibramos e permitimos a chance que gerou ali o segundo gol — reconheceu.

Para Seabra, o momento exige maturidade para interpretar a partida sem confundir necessidade de vitória com obrigação de atacar de qualquer maneira.

— A gente tem que ter o sangue frio e a inteligência para jogar o jogo nesse momento do Campeonato Brasileiro — destacou.

Breno Lopes diante de Wallisson na disputa Coritiba x Mirassol — Foto: JP Pacheco/Coritiba

A derrota também fez Seabra reforçar a importância do equilíbrio emocional na reta final da Série A. Com menos jogos e menos pontos em disputa, a pressão aumenta e pode alterar o comportamento das equipes dentro de campo.

— É um momento em que a instabilidade emocional vai ser muito grande por causa do peso que a tabela traz, por causa de ter menos pontos em disputa — explicou.

Por isso, o técnico defende que o Coritiba saiba alternar agressividade e controle durante os 90 minutos.

Mesmo após a derrota, Seabra disse que o resultado não deve comprometer a confiança do elenco antes do clássico contra o Athletico, marcado para sexta-feira.

— A nossa confiança não depende de resultado. A nossa confiança depende da convicção daquilo que a gente faz e da nossa capacidade de realizar aquilo para o qual a gente se prepara — completou.

Com a derrota, o Coritiba encerra a sequência de quatro jogos de invencibilidade e permanece com 37 pontos, na sétima colocação. O Coxa volta a campo na sexta-feira, às 21h (de Brasília), contra o rival Athletico, no Couto Pereira, pela 27ª rodada do Brasileirão. O ge acompanha em Tempo Real.